Passaram precisamente 10 anos desde que Éder escreveu uma das páginas mais marcantes da história do futebol português. A 10 de julho de 2016, o avançado saiu do banco para marcar, aos 109 minutos do prolongamento, o golo que derrotou a França no Stade de France e deu a Portugal o primeiro Campeonato da Europa da sua história.
Um remate que mudou a história
A final começou da pior forma para a Seleção Nacional, com Cristiano Ronaldo a abandonar o relvado lesionado ainda na primeira parte. Sem o capitão, Portugal resistiu à pressão francesa e levou o jogo para prolongamento, onde Éder surpreendeu Hugo Lloris com um remate de longe que fez explodir de alegria os milhares de portugueses presentes em Saint-Denis.
O título colocou um ponto final em décadas de desilusões, depois de Portugal ter ficado tão perto da glória no Euro 2004. Sob o comando de Fernando Santos, a equipa das quinas superou um percurso repleto de dificuldades para conquistar, pela primeira vez, um grande troféu ao mais alto nível do futebol internacional.
10 anos depois, Portugal continua à procura da falta
Uma década depois, o golo de Éder continua a dar que falar em França. Em entrevista ao jornal Ouest-France, Didier Deschamps revelou que, numa reunião da FIFA, lhe foi transmitido que o lance “teria sido anulado se existisse VAR devido a uma falta no início da jogada”, sublinhando, ainda assim, que “isso não muda a história”.
A declaração do selecionador francês voltou a alimentar o debate em torno do lance decisivo da final. Portugal continua campeão europeu de 2016, o golo de Éder continua a valer um lugar eterno na história da Seleção… e, dez anos depois, muitos adeptos portugueses continuam à procura da falta de que Deschamps falou.











