Decorreu, na última quinta-feira, o debate entre os candidatos à presidência do Sporting, Frederico Varandas e Bruno Sá. Confira, aqui, as frases fortes da noite – em que os leões venceram na Liga dos Campeões de andebol.
Futuro do Sporting em cima da mesa
A noite arrancou com uma breve discussão sobre a data do debate, que acontece a menos de dois dias do início da votação. Nas declarações iniciais, Frederico Varandas destacou o desenvolvimento do clube desde que é presidente: “Queremos continuar a missão de servir o Sporting. E sem esquecer o ponto de partida, um clube que não ganhava há 17 anos, que estava numa situação económica frágil, numa situação social nunca antes vista. O Sporting é agora o que qualquer adepto quer ver no seu clube”.
Já Bruno Sá, apontou para o tratamento que tem sido dado aos sócios: “Eu estou aqui para falar sobre o presente e futuro. O doutor Frederico Varandas é um Sporting de ‘entertainment’, eu um Sporting virado para as pessoas (…) O Sporting vive atualmente um grande distanciamento das pessoas. É difícil participar na vida ativa do clube. As AG não têm pessoas e é por isso que estou aqui”.
Discutiram-se, depois, as finanças do clube de Alvalade, com Varandas a explicar o que conseguiu nas últimas temporadas: “Nas seis épocas que esta direção planeou do princípio ao fim, em cinco tivemos lucro. Não tivemos numa época, que foi o ano da pandemia. Esta é a nossa linha. É muito importante, independentemente dos resultados desportivos, garantir a sustentabilidade do Sporting”.
Bruno Sá questionou, de seguida, a alegada sustentabilidade dos leões: “Na altura (quando tomou posse) falou numa herança pesada. Na altura a dívida a fornecedores era de 35 milhões. Agora é de 119 M€ (…) O investimento na Academia dá-me vontade de rir. Os sub-16 treinam em meio-campo”.
Claques, Rui Borges e mercado
Depois da longa discussão sobre as finanças do emblema verde e branco, discutiram-se outros temos, como os grupos de apoio organizados. Varandas começou por explicar a sua posição: “GOA, Leões de Portugal, Grupo Stromp, Centenários… respeito todos. Estes grupos estão para servir o Sporting e não o contrário. O Sporting não tem problema com qualquer GOA, não quer extinção com GOA ou qualquer grupo. Mas a política é clara: estes grupos existem porque existem o Sporting. A prioridade é o Sporting”.
Bruno Sá respondeu, começando por atacar o atual presidente com o fim da modalidade de bilhar em Alvalade: “Fazem parte da história do clube. Este senhor se não quer falar com ninguém quando ganha, imaginem quando não ganhamos… Evidente que não podemos ganhar sempre. Então não há diálogo com os GOA”.
O debate passou, depois, para o tema do futebol. Bruno Sá partiu ao ataque: “O grande mentor do projeto Frederico Varandas foi o Ruben Amorim. Há um pré e um pós (…) E gostava de falar com as lesões, penso que está relacionado com o projeto futebol Frederico Varandas”.
O atual presidente defendeu-se das acusações: “Toca no assunto Ruben Amorim. Como aparece? Já estava no Sporting? Ele veio, chegou esta direção e eu estive quietinho. O Ruben Amorim foi contratado por esta direção (…) À data de hoje, temos mais 3 pontos do que no ano passado que fomos campeões, na taça estamos nas meias-finais, e na Liga dos Campeões entre as 16 melhores equipas da Europa (…) Vamos falar do scouting. Desde 2018 à data de hoje, investimos 440 milhões de euros. Sabe quanto vendemos? 750 milhões”.
Os últimos pontos do debate centraram-se nas modalidades do clube, e no desporto feminino. Bruno Sá começou: “O meu projeto é liderar pela presença. Já falei com uma série de presidentes de câmara, temos de desenvolver o ecletismo do Sporting, desenvolver academia das modalidades… Tem de se liderar pela presença e temos de dar um salto. Investir no departamento comercial, premiar os títulos (…) O futebol feminino tem de ser estruturado. Nos últimos 6 anos, passámos de ser pioneiros para ter um título”.
Varandas respondeu ao candidato verde e branco: “Temos 7 anos de modalidades e mais de 140 títulos. Tínhamos título europeu no hóquei antes da nossa chegada e ganhámos mais 3 Champions League nas modalidades (…) No futebol feminino tivemos não um título, mas três. Temos uma estratégia transversal a todo o clube. Promovemos a questão do futebol ou voleibol feminino com uma base forte da formação. Não podemos caminhar de uma forma perigosa”.
Seguiram-se as declarações finais de ambos os candidatos. Há, ainda, a apontar uma enorme diferença no tempo utilizado no final do debate: 93:02 minutos para Varandas, 59:59 para Bruno Sá.










