O Benfica tem motivos para encarar o mercado de verão com maior tranquilidade. A SAD liderada por Rui Costa tem a receber cerca de 190 milhões de euros relativos a transferências realizadas nos últimos anos, um valor que poderá ser decisivo para equilibrar as contas e apoiar a reconstrução do plantel.
Mais de 50 milhões entram a curto prazo
Segundo o relatório e contas do primeiro semestre, 57 milhões de euros deverão entrar nos cofres encarnados nos próximos 12 meses. Os restantes 133 milhões correspondem a valores a receber num prazo superior a um ano, provenientes de vários negócios realizados pelo clube.
Entre os montantes mais relevantes estão os referentes às saídas de Orkun Kokçu e Florentino. O Besiktas terá de pagar 25 milhões de euros pelo internacional turco, enquanto o Burnley deverá liquidar os 24 milhões acordados pela transferência do médio formado no Benfica Campus.
Vendas continuam a ter peso nas contas
Além destes processos, o Benfica continua a aguardar receitas relacionadas com transferências de jogadores como Enzo Fernández, Marcos Leonardo, Morato, Rollheiser e Arthur Cabral. No caso do avançado brasileiro, tudo indica que poderá ser necessária uma renegociação com o Botafogo.
Apesar de ainda existirem compromissos financeiros por cumprir, nomeadamente as compras obrigatórias de Sudakov e Enzo Barrenechea, os especialistas consideram estes valores a receber fundamentais para garantir liquidez e estabilidade financeira à SAD encarnada.
Num cenário em que o passivo corrente continua bastante superior ao ativo corrente, as vendas mantêm um papel determinante na estratégia financeira do Benfica. Até ao momento, os encarnados já encaixaram verbas com as transferências de Gonçalo Oliveira e Lopes Cabral, enquanto preparam novos movimentos para reforçar o plantel de 2026/27.








