O primeiro dia da operação “Natal e Ano Novo 2025/2026” da Guarda Nacional Republicana (GNR) ficou marcado pela tragédia e por um elevado número de infrações graves.
Em apenas 24 horas, as autoridades registaram 177 acidentes rodoviários, que resultaram em uma vítima mortal, três feridos graves e 42 feridos ligeiros.
No balanço divulgado esta sexta-feira, relativo ao arranque da operação na quinta-feira (18 de dezembro), a GNR revela uma atenção especial à condução sob influência de substâncias, tendo já efetuado dezenas de detenções.
Álcool e falta de carta lideram detenções
Dos 2.347 condutores fiscalizados, 31 apresentavam excesso de álcool no sangue. Destes, 19 foram detidos por apresentarem uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l, valor que constitui crime. A autoridade registou ainda:
- 11 detenções por condução sem habilitação legal (falta de carta);
- 200 multas por excesso de velocidade;
- 60 infrações por falta de inspeção periódica obrigatória;
- 16 multas por falta de seguro de responsabilidade civil.
A GNR destaca também comportamentos de risco que continuam a persistir, como o uso indevido do telemóvel (11 autuações) e a falta de uso do cinto de segurança ou cadeirinhas (11 casos).
Patrulhamento reforçado até 4 de janeiro
As operações da GNR e da PSP estendem-se até ao dia 4 de janeiro, divididas em duas fases: a fase de Natal (até 26 de dezembro) e a fase de Ano Novo (de 27 de dezembro a 4 de janeiro).
Nesta primeira fase, o foco do patrulhamento está concentrado nas principais vias rodoviárias com destino à região norte do país, prevendo-se que, durante o período da passagem de ano, as ações de fiscalização se intensifiquem nas estradas do sul.
Além da segurança rodoviária, as autoridades estão também a reforçar o policiamento junto de zonas comerciais e residenciais para prevenir a criminalidade e fiscalizar o uso de artigos de pirotecnia, comuns nesta época festiva.









