Capitão da equipa das quinas revelou os motivos de não comparecer ao funeral do seu antigo companheiro da seleção nacional, no passado mês de julho.
Quatro meses depois, Cristiano Ronaldo veio a público sobre a morte de Diogo Jota.
Em entrevista com Piers Morgan, o capitão da seleção nacional revelou como recebeu a triste notícia do seu antigo companheiro da equipa das quinas: “Estava com a Georgina, no meu período de descanso, estávamos no ginásio. Não queria acreditar, chorei muito. A Georgina pode confimar isso”.
“Foi muito, muito difícil para a família, amigos. Foi devastador. Temos de aproveitar os momentos e não planear muito o futuro. Não faço planos a longo prazo, porque tudo pode mudar de um momento para outro. Temos de estar felizes por estarmos aqui. Foi um momento de choque. Ainda sinto a aura na Seleção portuguesa, quando metes a camisola. Era um de nós”, acrescentou Cristiano Ronaldo.
De seguida, o jogador do Al Nassr falou um pouco sobre o lado pessoal de Diogo Jota, afirmando mesmo que prestou ajuda à sua família depois do acidente da madrugada do dia 3 de julho: “Muito bom rapaz. Um rapaz calmo, um grande jogador. Gostei de partilhar grandes momentos com ele. Foi triste. Tive a oportunidade de falar com a família para dar apoio”.
Por último, Cristiano Ronaldo explicou os motivos para a sua ausência ao funeral de Diogo Jota e André Santos. De acordo com o próprio, o capitão da equipa das quinas não vai a funerais desde a morte do seu pai, visto que sua presença desvia as atenções da celebração fúnebre e incomodaria a família e amigos do eterno camisola 20 do Liverpool:
“Duas coisas. As pessoas criticam-me muito, não quero saber. Quando tens a consciência tranquila não tens de te preocupar com aquilo que dizem. Depois da morte do meu pai, nunca mais estive num funeral. E onde eu vou é um circo. Não vou porque, se for, a atenção vai para mim e não quero isso. Não gosto de quando passas por um momento sensível estejas a dar entrevistas… a falar dele, a falar de futebol. O que é isto? Isto mostra como a vida às vezes é um circo”.
“Não quero fazer parte desse mundo. As pessoas podem continuar a criticar, mas senti-me bem com a minha decisão. Não preciso de estar na primeira fila. Estava a pensar na família dele, não preciso de estar nas câmaras para verem o que estou a fazer. Faço por trás. Fizeram uma grande propaganda, mas tudo bem, eu percebo”, concluiu Cristiano Ronaldo.










