Rafael Nadal retirou-se do ténis profissional há mais de um ano, mas o corpo continua a apresentar a “fatura” de duas décadas de intensidade máxima nos courts.
O lendário tenista espanhol, vencedor de 22 títulos do Grand Slam, voltou esta quarta-feira ao bloco operatório, desta vez para tratar uma lesão degenerativa na mão direita.
A intervenção teve lugar no Centro Médico Teknon, em Barcelona, e visou corrigir uma artrose severa da articulação trapézio-metacarpiana. Mesmo afastado da competição, o antigo número um mundial continuava a sofrer com dores e limitações de mobilidade, consequência do desgaste acumulado ao longo da carreira.
Uma “Artroplastia” para recuperar qualidade de vida
A cirurgia, tecnicamente designada por artroplastia, foi realizada pelo especialista Dr. Alex Lluch, sob a supervisão da equipa médica que acompanhou Nadal durante toda a sua trajetória desportiva: o Dr. Ángel Ruiz-Cotorro e o Dr. Vilaro.
O objetivo principal do procedimento foi eliminar a dor crónica e devolver a funcionalidade à mão do maiorquino. Este é mais um episódio no extenso historial clínico de Nadal, um atleta que construiu a sua lenda convivendo com o sofrimento físico, nomeadamente a síndrome de Müller-Weiss no pé esquerdo, que o atormentou durante anos.
“Acho que não vou conseguir ir à Austrália”
Apesar do regresso ao hospital, o espírito de Nadal mantém-se inquebrável. Ao confirmar a cirurgia, o espanhol não perdeu a oportunidade de brincar com o calendário do ténis, do qual foi protagonista durante tanto tempo.
“Parece-me que não poderei jogar o Open da Austrália em janeiro”, ironizou Nadal. “Tive de me submeter a uma intervenção na mão por um problema que vinha a arrastar há muito tempo, mas espero estar bem em breve!”









