O futebol mundial ficou em choque com as recentes revelações de Anmar Al Haili, presidente do Al-Ittihad.
Em entrevista à TNT Sports, o dirigente saudita levantou o véu sobre os contornos daquela que é, sem margem para dúvidas, a maior proposta financeira alguma vez apresentada a um atleta profissional: 1.400 milhões de euros para Lionel Messi.
A proposta foi feita em 2023, quando Messi estava em fim de contrato com o PSG, e não visava apenas uma transferência, mas sim uma ligação eterna entre o jogador e o emblema de Jidá.
“Ganhar o que quisesse e até quando quisesse”
Mais do que os valores astronómicos, o que impressiona nos detalhes agora revelados é a liberdade total dada ao craque argentino. Al Haili explicou que o Al-Ittihad estava disposto a assinar um contrato vitalício, onde os termos seriam definidos pelo próprio Messi.
“Se ele aceitasse, oferecia-lhe um contrato onde ganharia a quantia que quisesse, pela duração que quisesse. Inclusive de forma vitalícia”, confessou o líder do clube que hoje é orientado por Sérgio Conceição.
Para o presidente saudita, o investimento não era uma questão de retorno económico imediato, mas sim de prestígio absoluto: “Ter o Messi não significa nada economicamente para mim, porque o impacto desportivo seria total. Celebraríamos o título antes de a liga começar por termos o melhor de sempre.”
O choque entre os biliões e os valores familiares
Apesar de ter conseguido convencer parte do staff de Messi sobre a viabilidade do projeto, Anmar Al Haili bateu de frente com um obstáculo que o dinheiro não conseguiu contornar: o bem-estar da família.
O presidente revelou que Messi não hesitou em recusar os 1,4 mil milhões de euros, preferindo o projeto do Inter Miami (EUA), por considerar que a Arábia Saudita não seria o ambiente ideal para o crescimento dos seus filhos e para a adaptação da sua esposa, Antonela Roccuzzo.
“Ele rejeitou pelo bem da sua família. Respeito-o por isso. A família é mais importante que o dinheiro e o Messi provou-o”, admitiu Al Haili, mantendo, no entanto, a porta aberta para o futuro.
Os números da loucura (a perspetiva dos 1.400 M€)
Para se ter uma ideia da dimensão da oferta recusada pelo argentino, os 1.400 milhões de euros traduzir-se-iam, aproximadamente, em:
- Anual: 350 milhões de euros (num contrato de 4 anos)
- Mensal: 29 milhões de euros
- Diário: Cerca de 960 mil euros
Embora o Al-Ittihad tenha acabado por contratar nomes como Karim Benzema, o “fantasma” da nega de Messi continua a pairar sobre o clube, que agora, sob o comando de Sérgio Conceição, tenta alcançar a glória que o presidente acredita que seria garantida com o astro de Rosário.






