A vida de Bernardo Topa deu uma volta de 180 graus desde aquela noite de festa que acabou em tragédia para a sua família. Já passaram quase nove meses desde que foi atingido por uma bala de borracha no olho esquerdo, quando festejava o título do Sporting no dia 17 de maio de 2025. “Tem sido muito difícil”, confessa o adepto, que continua a lutar para recuperar a sua imagem e a sua saúde.
Operação em Espanha e contas para pagar
Bernardo Topa, que tem 28 anos e trabalha como comissário da TAP, revelou ao ‘Record’ que teve de viajar até Barcelona para ser operado no passado dia 4 de fevereiro. “Faltava-me fazer uma cirurgia reconstrutiva da órbita uma vez que a bala me atingiu em cheio no olho”, explicou o jovem sobre a intervenção. O objetivo foi endireitar a prótese e reconstruir os ossos da face que ficaram desfeitos com o impacto do tiro.
O grande problema agora é que o dinheiro do seguro de saúde acabou e os tratamentos são caríssimos. “O plafond do seguro de saúde que tinha terminou e agora estou a pagar tudo sozinho”, revela Bernardo com tristeza. Sem apoios oficiais, o sportinguista tem contado com a ajuda preciosa da família para conseguir pagar as contas médicas que não param de chegar, o que está a travar todos os seus planos de futuro.
A luta de Bernardo Topa para que se faça justiça
Enquanto tenta recuperar fisicamente, o adepto não esquece o que aconteceu e quer que o culpado seja castigado de forma exemplar. Bernardo Topa queixa-se de que o processo em tribunal está parado e sente que a PSP está a tentar ganhar tempo com o segredo de justiça. “Desconfiava que isso iria acontecer desde o início”, afirma, garantindo que não vai desistir de lutar pela verdade.
O desejo de Bernardo Topa é muito claro e ele promete ir até ao fim para que o agente da PSP que disparou não saia impune. “Será feita justiça dure o tempo que durar: quero muito que aquele agente não volte a exercer”, rematou o jovem. Para ele, é fundamental que o caso continue a aparecer nas notícias para que as autoridades sintam pressão e não deixem o assunto morrer esquecido numa gaveta.











