O Tribunal de Aveiro ditou, esta quarta-feira, a condenação de dois adeptos envolvidos em graves distúrbios ocorridos durante um jogo, no ano de 2023. O episódio, que forçou a suspensão definitiva da partida, resultou em penas de prisão suspensas para os arguidos. A decisão judicial surge após os confrontos no pavilhão terem exigido a intervenção direta das forças de segurança para conter a desordem instalada entre elementos dos clubes e o público presente.
Penas pesadas e interdição de recintos desportivos
A sentença mais severa recaiu sobre o arguido que agrediu militares da GNR responsáveis pela segurança do evento. Este adepto foi condenado por um conjunto de crimes que incluem resistência e coação sobre funcionário, invasão de área de espetáculo desportivo, ofensa à integridade física, ameaça agravada e injúria. Em cúmulo jurídico, o tribunal fixou uma pena única de três anos e nove meses de prisão, suspensa por cinco anos. Além da liberdade condicionada, o condenado está proibido de entrar em recintos desportivos durante quatro anos e terá de indemnizar cada um dos demandantes com 800 euros.
O segundo arguido envolvido nos incidentes recebeu uma pena de um ano e quatro meses de prisão, também suspensa por igual período, pela prática de um crime de resistência e coação sobre funcionário. As condenações refletem a gravidade da resistência oferecida às autoridades no momento em que estas tentavam repor a ordem no recinto. O tribunal considerou que a conduta dos adeptos colocou em causa a segurança de todos os presentes e a integridade das instituições desportivas e policiais envolvidas.
O cenário da confusão no pavilhão do CRECUS
Os factos remontam a 29 de abril de 2023, durante um encontro entre o CRECUS e o GRC Telhadela, a contar para a primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Aveiro. O ambiente no pavilhão de São João de Loure tornou-se caótico quando faltavam cerca de 15 minutos para o final do jogo, num momento em que a equipa da casa tinha acabado de restabelecer a igualdade no marcador com um empate a duas bolas. O golo serviu de gatilho para uma sucessão de confrontos que envolveram não só adeptos, mas também elementos das estruturas dos dois clubes.
Perante a incapacidade de garantir a segurança dos intervenientes, a equipa de arbitragem viu-se obrigada a interromper o espetáculo desportivo. A intervenção da GNR foi essencial para travar as agressões, mas acabou por resultar nos ataques aos militares que agora foram punidos judicialmente.






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