O ciclismo português volta a centrar as atenções numa das provas mais espetaculares do calendário mundial: a Strade Bianche. No próximo dia 7 de março, o pelotão enfrenta os caminhos de terra batida da Toscana, e Afonso Eulálio surge como a grande esperança lusa. O jovem corredor está referenciado entre os candidatos a um lugar de destaque, procurando intrometer-se na luta pelo prestigiado Top 10 em Siena.
Um percurso de desgaste com 64 quilómetros de terra batida
A prova deste ano mantém a dureza que a tornou famosa, com 202 quilómetros e um desnível acumulado de 3.500 metros. O traçado não apresenta montanhas longas, mas sim constantes subidas curtas e íngremes que prometem fustigar as pernas dos ciclistas. Com 14 setores de cascalho, a corrida exige técnica e resistência, sendo o Monte Sante Marie o ponto onde, tradicionalmente, a seleção entre os favoritos começa a ser feita.
Afonso Eulálio, que vai ter muita concorrência na prova, terá de gerir o esforço num terreno onde a tática e o posicionamento são fundamentais para evitar quedas e problemas mecânicos. O ciclista português entra nesta edição com a ambição de medir forças com os melhores, num percurso que termina com a mítica subida da Via Santa Caterina. Esta rampa final, com inclinações de 16%, será o palco decisivo para quem procura um lugar entre a elite mundial na Piazza del Campo.
Português surge entre os nomes a ter em conta em Siena
Apesar do favoritismo absoluto de Tadej Pogacar – que há quem diga que pode estar no fim da carreira – , que venceu as duas últimas edições, a luta pelos lugares de honra está aberta a vários candidatos. Afonso Eulálio aparece na lista de ciclistas em excelente forma, ao lado de nomes como Romain Grégoire, que venceu uma etapa da Volta a Suíça, e Lennert van Eetvelt. O objetivo do corredor português passa por resistir aos sucessivos ataques e manter-se no grupo restrito que discutirá os dez primeiros lugares da classificação geral.
A presença lusa na Strade Bianche ganha assim um novo fôlego, com Eulálio a tentar confirmar o seu crescimento no pelotão internacional. O corredor terá de enfrentar a concorrência de equipas poderosas como a UAE e a Visma, que prometem endurecer a corrida desde cedo. Caso consiga superar os setores críticos de Colle Pinzuto e Le Tolfe, Afonso Eulálio poderá assinar uma exibição memorável numa das clássicas mais prestigiadas do desporto.











