Afonso Eulálio entrou para a história do ciclismo português ao tornar-se o terceiro português a vestir a camisola rosa da Volta a Itália, depois de Acácio da Silva e João Almeida. Aos 24 anos, o ciclista da Figueira da Foz vive o momento mais marcante da carreira, após surpreender no Giro.
De outsider a protagonista
Ao contrário de outros talentos lançados cedo no World Tour, Afonso Eulálio seguiu um percurso menos convencional. O português destacou-se primeiro nas provas nacionais, incluindo participações na Volta a Portugal, antes de convencer a Bahrain Victorious a apostar nele, já numa idade pouco habitual para recrutamento ao mais alto nível.
Na etapa que o lançou para a liderança, Eulálio esteve perto da vitória, mas acabou superado por Igor Arrieta após um final caótico, marcado por quedas e reviravoltas. Ainda assim, o figueirense garantiu a liderança da geral e tornou-se um dos nomes do momento no ciclismo internacional.
O apoio fora da estrada
Fora da competição, há uma figura central no crescimento do português: a namorada, Marisa Ferreira, antiga ciclista e campeã nacional júnior de contrarrelógio. O próprio Eulálio brincou com essa ajuda após a etapa: “Ela foi campeã nacional em contrarrelógio, a categoria em que eu não sou assim tão bom.”
Nas redes sociais, Marisa tem acompanhado de perto a caminhada do companheiro, assumindo-se como fã incondicional. Agora, Eulálio tentará prolongar o sonho de rosa no Giro, sabendo que os favoritos à conquista final continuam a ser outros, mas já com o nome gravado na história do ciclismo português.










