Presidente azul e branco, que se sagrou, recentemente, campeão nacional, concedeu entrevista à Rádio Renascença, onde abordou o futuro do técnico italiano.
André Villas-Boas considera Francesco Farioli seguro no Dragão
Ainda antes da conquista do título nacional, já era crescente o assédio ao treinador azul e branco, nomeadamente de equipas grandes da europa, caso, por exemplo, do Chelsea. André Villas-Boas concedeu uma entrevista à Rádio Renascença, onde abordou a relação que tem com o técnico italiano, e onde olhou já para o futuro.
“Respeitando todos os posicionamentos, acho que os treinadores, evidentemente, são assediados por outros clubes. Constatamos cada vez mais, nos grandes mercados, a imprevisibilidade que está associada à carreira de treinador. Vimos fenómenos muito específicos acontecer este ano, principalmente naquela que é reconhecida como a maior liga do mundo [Premier League], relativamente a treinadores e a esse fenómeno de sucesso e queda. Isto significa que o mercado de treinadores está muito volátil e que rapidamente os sucessos se tornam em insucessos e é a partir desses momentos que os treinadores começam a valorizar mais onde é que estão, o que é que os clubes oferecem, que clubes garantem estabilidade e, no fundo, que clubes garantem uma simbiose perfeita e uma troca perfeita de sinergias, de corpo comum de ideias, de estrutura, de funcionamento e da dificuldade que é encontrar clubes como este FC Porto no panorama atual”, começou por apontar o presidente azul e branco.
André Villas-Boas prosseguiu, numa entrevista que foi gravada ainda durante o mês de abril: “Seguramente se um dia esta entrevista, pós-abril, se tornar num capítulo final, com o treinador Farioli campeão nacional 2025/26, seguramente o entrevistarão e ele assegurará que aqui encontrou estabilidade, estrutura, ideias e uma estrutura que funciona para fortalecer o treinador e o seu método. Com a idade que tem e com o sucesso que esperamos que ele obtenha no FC Porto nos próximos largos anos, acho que será um treinador do patamar de um tubarão europeu”.
De resto, o Presidente do Porto explicou já estar a olhar para a próxima época: “Temos conversas normais, há um entendimento do jogo que eu tenho naturalmente, pela forma como me fui formando enquanto treinador. Os princípios que levei para as minhas equipas, a forma como as orientei, o meu próprio método… Nesse aspeto, cada treinador tem o seu método. Isto é uma ferramenta e uma arma que nós temos para o reconhecimento das qualidades do treinador e da sua capacidade de intervenção. Partilhamos ideias e depois quer o treinador aplicar sempre o seu método. É um campo onde ele [Farioli] entra e domina”.
A terminar, o líder máximo dos dragões definiu Francesco Farioli como um “treinador à Porto“, e falou também da renovação de contrato, que teve lugar em janeiro: “A ideia surge, sobretudo, a pensar na continuação do bom trabalho do treinador. De tudo o que ele fez em novembro e em dezembro. Da constatação que esta é a pessoa que queremos a liderar o FC Porto, de um treinador que é reconhecido a nível europeu, que é assediado a nível europeu também, que se afirma cada vez mais como um dos talentos emergentes a nível de treino e de treinador. Quisemos antecipar cenários. Temos uma união muito forte e um reconhecimento muito forte do que é que cada um oferece: FC Porto ao treinador e treinador ao FC Porto. Quisemos antecipar a construção deste futuro e, por isso, decidimos estender este vínculo. Da parte do treinador, uma forma quase imediata de reconhecimento de que aqui se sente bem, que nesta casa lhe são oferecidas as condições para se afirmar enquanto treinador. E acho que todos estes passos que se dão em antecipação reforçam a união e o vínculo entre duas entidades. Acho que foi por isso que chegámos a acordo muito rápido. Acho que isto ultrapassa muito mais o vínculo que é o laboral. Entra no campo do emotivo, das emoções, e da forma como uma instituição é capaz de fazer transcender um treinador na execução do seu trabalho”.











