Presidente dos dragões concedeu uma entrevista ao jornal britânico Daily Mail, onde falou da atualidade do emblema londrino que chegou a comandar como treinador principal – depois de já ter comentado a relação que tem com José Mourinho.
André Villas-Boas em modo embaixador
O presidente do Porto é o embaixador da Laureus World Sports Awards, cerimónia internacional que decorre no próximo dia 20 de abril, em Madrid. Como tal, tem concedido uma série de entrevistas à imprensa internacional. Desta feita, falou com a imprensa britânica, em específico com o Daily Mail, e abordou a atualidade de um dos clubes que orientou em Londres, o Tottenham.
“É um verdadeiro choque”, começou por apontar André Villas-Boas. Relembrar que os Spurs vivem um dos períodos mais negros da sua história: vão no terceiro treinador da temporada, e encontram-se em zona de despromoção, a poucas jornadas do fim da Premier League.
“Em oito anos, tens métodos totalmente diferentes, formas de pensar totalmente diferentes, formas totalmente diferentes de implementar filosofias e, provavelmente, isto levou à instabilidade atual, o que aumenta a pressão de estar na zona de despromoção. Essa pressão é inigualável. Existem clubes e jogadores que têm experiência em estar nesses lugares e que conseguem salvar-se sempre. Mas há outros, como o Tottenham, que podem ter dificuldades. É muito, muito difícil de ver”, atirou o presidente dos dragões.
Villas-Boas fez, depois, uma comparação com o que encontrou no Dragão quando venceu as eleições: “O que fizemos no FC Porto, por exemplo: quando encontrámos instabilidade no primeiro ano, encontrámos estabilidade agora, este ano. Optámos por renovar com o nosso treinador [Francesco Farioli], não apenas por causa dos resultados, mas devido à relação que ele tem com a estrutura. Estrutura que significa equipas de prospeção e equipas das camadas jovens, pela forma como ele também promove os jogadores da formação que vão surgindo”.
“Portanto, acreditamos na estabilidade para o futuro. Com o Tottenham, provavelmente nunca houve isso em nenhum dos casos, porque existe a pressão dos resultados. Mas mudaram de treinadores, mudaram as estruturas de liderança, também mudaram de diretores desportivos, desde [Franco] Baldini a [Fabio] Paratici, até ao atual diretor desportivo [Johan Lange]”, concluiu o presidente azul e branco.
A terminar, deixou, também, um comentário à contratação do mais recente treinador da equipa do norte de Londres: “De Zerbi tem de apresentar resultados. De qualquer forma, é um contrato de longa duração, por isso provavelmente descobriram que aquelas coisas que mencionei, De Zerbi será capaz de lhes entregar. E se, eventualmente, descerem de divisão, conseguem voltar a subir porque têm a infraestrutura, a qualidade dos jogadores e os recursos para o fazer””.










