Marco Ferreira reagiu à divulgação dos áudios atribuídos a Pedro Proença com duras críticas ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Numa publicação partilhada nas redes sociais, o antigo árbitro internacional falou na existência de uma alegada “organização secreta” ligada ao setor da arbitragem e garantiu que recusou fazer parte desse grupo.
Antigo árbitro faz acusações nas redes sociais
Na mensagem publicada no Facebook, Marco Ferreira afirmou que o grupo era composto por árbitros internacionais e alegou que nele eram discutidos temas relacionados com a arbitragem portuguesa, como greves, cursos de arbitragem, profissionalismo e tabelas de prémios. “Iniciou-se a queda dos últimos Moicanos… Uma organização secreta liderada pelo atual presidente da FPF, na altura Árbitro, onde era tudo discutido e decidido com a APAF”, escreveu.
O antigo árbitro revelou ainda que participou em algumas reuniões, mas recusou integrar aquilo que classificou como “seitas para promover o ego do líder e dos seus eternos seguidores”. Marco Ferreira acrescentou que alguns árbitros internacionais também optaram por não fazer parte desse grupo, por entenderem que o seu objetivo “nunca foi defender a arbitragem nem o futebol português”.
Reação surge após divulgação dos áudios de Pedro Proença
Na mesma publicação, Marco Ferreira afirmou que vários dos alegados seguidores acabaram por ser recompensados com cargos na Federação Portuguesa de Futebol, apontando funções como diretor técnico da arbitragem, assessores de arbitragem e elementos do Conselho de Arbitragem. Em sentido contrário, garantiu que aqueles que contestavam o funcionamento do grupo acabavam por ser afastados da arbitragem e da própria FPF.
As declarações surgem na sequência da divulgação de áudios atribuídos a Pedro Proença, que têm provocado forte polémica no futebol português. A terminar a publicação, Marco Ferreira deixou um apelo às autoridades para investigarem o caso, concluindo a mensagem com um pedido direto: “Está na hora de acabar com esta palhaçada toda. Investiguem.”









