Aos 22 anos, o corredor da UAE Emirates confirmou o domínio nas estradas portuguesas com mais um triunfo de peso
António Morgado voltou a deixar a sua marca no ciclismo nacional ao conquistar o título de campeão português de estrada, alcançando uma rara dobradinha no mesmo ano. O jovem da UAE Emirates triunfou na Guarda após 181 quilómetros de corrida e confirmou uma temporada de enorme nível aos 22 anos.
A prova acabou por ser decidida por uma longa fuga protagonizada por Morgado, Rui Oliveira e Afonso Silva. O trio destacou-se ao quilómetro 63 e manteve-se sempre na frente, resistindo às investidas dos perseguidores, que chegaram a aproximar-se já na fase final do percurso.
A UAE Emirates assumiu desde cedo o controlo da corrida, apesar de se apresentar com apenas três corredores, numa equipa desfalcada pela ausência de João Almeida. Ivo Oliveira, detentor do título, foi um dos primeiros a agitar a corrida, antes de um ataque de Morgado contribuir para reduzir o grupo principal a apenas 14 unidades.
Nos quilómetros decisivos, a corrida parecia encaminhar-se para um desfecho favorável a Rui Oliveira, até porque foi Morgado quem mais trabalhou na frente do grupo. No entanto, Afonso Silva alterou o cenário ao atacar na derradeira subida, a cerca de seis quilómetros da meta, deixando para trás o campeão olímpico.
Morgado respondeu de imediato, acompanhou o ciclista do Tavira-Crédito Agrícola e aproveitou a descida para lançar o movimento decisivo. O corredor da UAE Emirates isolou-se e cortou a meta com 18 segundos de vantagem sobre Afonso Silva, enquanto Rui Oliveira terminou em terceiro, a 30 segundos. Ivo Oliveira ainda conseguiu destacar-se no grupo perseguidor e fechou a classificação na quarta posição, a 48 segundos do vencedor.
No final, António Morgado destacou o esforço realizado durante a corrida e a forma como a equipa geriu a estratégia. “Foi complicado, foram praticamente 150 km em fuga e fizemos uma corrida perfeita”, afirmou. O campeão nacional admitiu ainda que “o Rui merecia o título há vários anos”.
Sobre os momentos decisivos da prova, explicou: “Estava a tentar uma chegada ao sprint, mas o Afonso atacou a subir e percebi que não ia parar mais. Fui com ele, ataquei na descida e ganhei. Jogamos bem em equipa. Estou super feliz por lhes dar esta vitória”.








