O ciclista esloveno, colega do português na UAE Emirates – XRG, revelou alguns detalhes sobre o sprint que decidiu o terceiro monumento da temporada.
António Morgado: “Teve de fazer o sprint com um furo”
O jovem português correu, no último domingo, a Paris-Roubaix. Apesar de ter terminado em 117º, a mais de 15:00 do vencedor, Morgado foi essencial para a sua equipa, tendo ajudado a trazer Pogacar de volta à frente da corrida depois do esloveno ter passado por alguns problemas mecânicos.
No final do encontro, o bigode voador prestou declarações à comunicação social presente no local, e fez algumas revelações sobre o final da corrida: “Não foi propriamente um dia de sorte para nós. Também soube que o Florian (Vermeersch) tinha sofrido uma queda. A sorte não esteve do nosso lado, mas temos de nos orgulhar enquanto equipa. Fizemos tudo para colocar o Tadej na melhor posição. Outro segundo lugar, não é um mau resultado.”
“Acho que ele teve de fazer o sprint com um furo. Verificámos a bicicleta dele e parecia que tinha um furo na roda traseira”, revelou, de seguida, o português, algo que, a ser verdade, teria um enorme impacto na capacidade de sprintar do esloveno.
“Estamos realmente muito orgulhosos dele, porque ele também teve de trocar de bicicleta. Quando voltei para junto dele, voltei a ter um furo. Hoje foi muito difícil, mas estou muito, muito orgulhoso por fazer parte desta equipa. Como já disse, vamos certamente voltar”, explicou, ainda, António Morgado.
O ciclista nacional comentou, depois, a sua prova: “Felizmente, não caí. No final, acabei por furar cinco vezes. Quatro vezes antes da Trouée d’Arenberg e depois mais uma na reta final, por isso foi difícil sequer terminar esta corrida (…)Consegui trocar de roda rapidamente duas vezes e também trocar duas vezes com a minha própria equipa”.
“Na última vez que furei, a Jayco deu-me uma roda, o que foi simpático da parte deles. Mas enfim, esta corrida é… é só garantir que se chega ao velódromo. Nem sei se consegui chegar dentro do tempo limite, mas o que importa, no final de contas, é que todos estão bem. Vamos tentar novamente no próximo ano. Tínhamos um bom plano. Quando saímos dos setores 27 e 26, estávamos com quatro homens na frente. Eu tive um furo, mas os rapazes fizeram um excelente trabalho”, rematou António Morgado











