A arbitragem no jogo entre Sporting CP e Estrela da Amadora, referente à 12.ª jornada da I Liga, foi globalmente positiva, mas ficou marcada por um erro grave na sala do vídeo-árbitro (VAR). Esta é a conclusão da análise do ex-árbitro Pedro Henriques para o jornal “A Bola”.
Segundo Pedro Henriques, apesar de ter privilegiado o contacto físico e permitido um bom tempo útil de jogo (60%), o VAR falhou redondamente ao não intervir num lance na primeira parte que deveria ter ditado um castigo máximo a favor dos Leões.
O Erro Capital: Penálti “Óbvio e Claro” sobre Luis Suárez
A falha mais criticada pelo ex-árbitro ocorreu ao minuto 45, na área do Estrela da Amadora:
“Com as diversas e várias repetições percebe-se que esta infração é óbvia e clara, é por esse motivo que o VAR teria mesmo de intervir,” sublinhou Pedro Henriques.
O lance em questão envolveu o avançado Luis Suárez, que foi “carregado de forma ilegal” por Otávio. O defesa usou “toda a parte lateral esquerda do corpo para abalroar autenticamente o avançado colombiano,” levando-o à queda. O analista lembra que uma carga só é correta se for usada apenas o ombro e com a bola numa distância jogável, o que não aconteceu.
Os Pontos Positivos e a Legalidade do Golo
Apesar do erro no lance do penálti, a análise destacou a postura do árbitro principal. Foi considerado positivo o facto de ter “deixado jogar”, resultando em poucas faltas (24).
Relativamente a decisões pontuais, tudo foi considerado correto:
- Golo (6′): O primeiro golo leonino nasceu de um pontapé livre bem assinalado (Quenda foi rasteirado), e o lance foi considerado legal, com o jogador a estar em jogo por 91 cm no momento do passe.
- Cartão Amarelo (27′): A advertência a Maxi Araújo, por mão no pescoço/queixo de Sidny Cabral, foi bem mostrada, uma vez que esta é uma zona de proteção.
- Penálti (67′): Foi correta a não marcação de penálti a favor do Estrela, pois Eduardo Quaresma tocou apenas na bola.
Coerência e Tempo Adicional Insuficiente
Como pontos negativos, Pedro Henriques apontou, além da não intervenção do VAR, a falta de coerência disciplinar e o tempo adicional escasso:
- Coerência (51′): Sugeriu que Jovane Cabral deveria ter sido advertido com cartão amarelo por ter acertado na cabeça de Morten Hjulmand com a mão, por uma questão de “uniformidade de critério” com o cartão exibido a Maxi Araújo.
- Tempo Extra: Os dois minutos dados no primeiro tempo e os cinco minutos dados no segundo tempo (apesar de haver um golo, cinco paragens para substituições e assistências em campo) foram considerados sempre “escassos para as incidências ocorridas.”









