A arbitragem da final do Mundial 2026, entre Espanha e Argentina, esteve sob análise de Pedro Henriques, que atribuiu nota positiva ao desempenho de Slavko Vincić. O antigo árbitro considerou que os dois golos anulados à seleção espanhola foram corretamente invalidados e validou as principais decisões técnicas, embora tenha deixado críticas ao critério disciplinar e à duração do intervalo.
Golos anulados e expulsão sem reparos
Na análise da arbitragem da final, Pedro Henriques considerou acertadas as duas intervenções do VAR que impediram golos da Espanha no prolongamento. Aos 97 minutos, entendeu que Mikel Merino cometeu falta atacante sobre Nicolás Otamendi na construção da jogada, enquanto, aos 113′, Ferran Torres estava em posição irregular no momento do passe de Lamine Yamal, com o assistente a esperar corretamente pelo final da jogada antes de assinalar o fora de jogo.
O especialista validou ainda a expulsão de Enzo Fernández, que viu o segundo cartão amarelo aos 90+3 minutos por uma entrada negligente sobre Pau Cubarsí. Também os amarelos mostrados a Lisandro Martínez, por travar Mikel Oyarzabal, e a Leandro Paredes, por carga sobre Rodri sem bola, foram considerados bem exibidos. Já o contacto sobre Pau Cubarsí na área argentina, aos 66 minutos, não justificava grande penalidade nem intervenção do VAR.
Roja para Enzo Fernández.
— Momentos Virales (@momentoviral) July 19, 2026
¿Estuvo bien expulsado? pic.twitter.com/iDjdWTERBJ
Intervalo de 27 minutos e critério disciplinar sob crítica
Apesar da avaliação positiva aos lances mais decisivos, Pedro Henriques deixou críticas à condução do encontro. A mais contundente incidiu sobre o intervalo, que se prolongou por 27 minutos devido ao espetáculo realizado no MetLife Stadium. O antigo árbitro considerou que a pausa ultrapassou claramente os 15 minutos previstos nas Leis do Jogo, classificando a situação como uma “adulteração e violação” do regulamento e alertando ainda para os riscos que uma interrupção tão longa pode representar para a saúde dos jogadores.
Outra das reservas prendeu-se com o critério disciplinar adotado por Slavko Vincić, que, na opinião do especialista, foi demasiado permissivo perante um encontro de elevada intensidade. A final terminou com 46 faltas assinaladas, seis cartões amarelos e um vermelho para a Argentina, números que, para Pedro Henriques, refletem um jogo excessivamente agressivo que poderia ter sido controlado de forma mais eficaz.
Ainda assim, o balanço global foi positivo. Pedro Henriques elogiou o trabalho técnico da equipa de arbitragem, destacando o acerto dos árbitros assistentes nos lances de fora de jogo e as decisões tomadas nas duas grandes áreas, fatores que justificaram a nota final positiva atribuída ao árbitro esloveno, apesar das críticas à gestão disciplinar e ao longo intervalo da final.











