Tiago Oliveira, árbitro internacional de goalball, confirmou a agressão sofrida no último sábado durante o encontro entre o Sporting B e a Associação Jorge Pina, referente à 2.ª divisão nacional. O juiz admitiu tratar-se de uma situação sem precedentes na carreira e garantiu nunca ter vivido algo semelhante.
“Nunca vi uma coisa destas”
“Sou árbitro há 10 anos e nunca vi uma coisa destas a acontecer”, afirmou Tiago Oliveira, que esteve presente nos últimos Jogos Paralímpicos. O árbitro fez questão de sublinhar que o goalball “não é um desporto violento” e que o sucedido não representa os valores da modalidade.
O juiz destacou ainda a reação imediata do Sporting após o incidente, explicando que elementos do staff e jogadores intervieram rapidamente para travar a agressão. “Quero frisar a postura irrepreensível do Sporting. Colocaram-se sempre do lado da equipa de arbitragem”, revelou.
Episódio não deve manchar modalidade
Tiago Oliveira considera que o episódio deve ser encarado como um caso isolado e não como reflexo do desporto ou da instituição leonina. “Um ato irrefletido de um atleta não pode manchar o nome do goalball nem o nome de uma instituição como o Sporting“, referiu.
“Este será um episódio isolado. Em 10 anos que aqui estou, nunca aconteceu nada com esta gravidade”, concluiu o árbitro, reforçando que o goalball continua a ser “um desporto bom para todos” e marcado por valores de inclusão e respeito.








