A F1 arrancou oficialmente com os testes no Bahrain – depois de toda a polémica que os envolveram – e o primeiro dia trouxe já alguns sinais importantes para a temporada de 2026. Num cenário que em tudo é novo, seja para equipa, seja para fãs e seguidores, há uma equipa em particular que já deu algumas mostras da sua força. A importância destes dias – que está envolta em curiosidade e expectativa – revela-se assim extremamente crucial para o desenvolvimentos dos carros e das equipas.
McLaren já com estatuto
Depois de um início de sessão relativamente discreto, a McLaren trabalhou intensamente no carro antes de Norris regressar à pista para uma sequência consistente de voltas rápidas. O britânico acumulou mais de 50 voltas nesta sessão de testes no Bahrain, e acabou por transformar o último stint no melhor registo do dia, numa fase em que a fiabilidade e a recolha de dados são mais importantes do que o tempo puro.
Ainda assim, terminar na frente dá confiança a uma equipa que entra em 2026 pressionada a manter o nível competitivo alcançado nas últimas épocas. A verdade é que a McLaren parece já estar relativamente confortável com o novo pacote técnico e deixou claro que pretende continuar na luta pelos títulos. O piloto britânico assinou a melhor volta em 1m34,669, batendo Max Verstappen por 0,129 segundos, uma margem residual portanto.
Norris goes fastest ahead of Verstappen and Leclerc
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Red Bull e Ferrari focadas em ritmo e fiabilidade
Do outro lado da box, Verstappen dedicou grande parte do primeiro dia dos testes no Bahrain a simulações de corrida e stints longos, testando diferentes compostos e mostrando consistência ao longo de todo o programa. O novo motor desenvolvido pela Red Bull em parceria com a Ford também deixou boas indicações ao nível da fiabilidade, sendo que a sessão da manhã acabaria por ser dominada precisamente pelo piloto neerlandês.
Já a Ferrari seguiu estratégia semelhante. Lewis Hamilton – sobre quem não faltam rumores no paddock – conduziu o carro durante a manhã e Leclerc assumiu o volante à tarde, colocando o SF-26 em terceiro lugar após montar pneus macios novos. Mais do que a posição na tabela, o objetivo do dia de testes no Bahrain hoje passou por validar sistemas e acumular quilómetros sem problemas técnicos relevantes, numa fase de testes e experimentação importantes para todas as equipas.
Nem todas as equipas tiveram um dia tranquilo
Se algumas equipas cumpriram praticamente sem incidentes o programa previsto, outras viveram uma jornada mais atribulada neste primeiro dia de testes no Bahrain. A Aston Martin foi o caso mais evidente: Lance Stroll, escalado para pilotar durante todo o dia, completou apenas três voltas na parte da tarde antes de regressar à hospitalidade da equipa, limitando o AMR26 a apenas 36 voltas.
Por outro lado, também a gigante Mercedes – que também tem estado numa luta com a FIA – enfrentou contratempos com Kimi Antonelli – além do sofrido pelo piloto antes destes testes – obrigado a permanecer largos períodos nos boxes devido a ajustes técnicos. Já a Audi provocou a única bandeira vermelha do dia de testes do Bahrain quando Nico Hülkenberg parou na última curva, embora tenha conseguido regressar sozinho aos boxes pouco depois.
Performance das restantes equipas
Para lá dos protagonistas mais mediáticos, o primeiro dia de testes no Bahrein contou também com um trabalho discreto mas relevante das restantes equipas do pelotão. Williams, Alpine, Haas, Cadillac e Audi focaram-se sobretudo em programas de avaliação aerodinâmica e de fiabilidade, com long runs e recolha intensiva de dados, evitando expor o verdadeiro potencial dos carros.
A Williams destacou-se pela forma como explorou a aerodinâmica ativa em pista, enquanto Alpine, Cadillac e Audi testaram soluções semelhantes na asa traseira, sinal de que o novo regulamento está a gerar abordagens técnicas variadas. Já Haas e Racing Bulls cumpriram o plano sem sobressaltos de maior, privilegiando a consistência e a quilometragem numa fase em que cada volta é valiosa. Num dia ainda longe de leituras definitivas, estas equipas deram prioridade ao essencial: perceber o carro, validar conceitos e preparar o terreno para evoluções mais agressivas nos próximos dias de testes.
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O que realmente importa após o primeiro dia de testes
Apesar dos tempos de volta chamarem naturalmente a atenção, o primeiro dia de testes no Bahrain mostrou sobretudo sinais sobre fiabilidade, eficiência aerodinâmica e adaptação às novas regras. Ficaram visíveis também soluções distintas de aerodinâmica ativa, com várias equipas a explorar novas formas de gestão do fluxo de ar na asa traseira.
Com mais dois dias ainda pela frente, a hierarquia real permanece longe de estar definida. Mas se há algo que esta primeira sessão de testes no Bahrain deixou claro é que a nova temporada promete equilíbrio e que, pelo menos para já, a McLaren arrancou com um sorriso — enquanto os rivais procuram respostas antes do primeiro Grande Prémio do ano.










