A Aston Martin, após a apresentação do seu monolugar, e tal como todas as equipas, já começaram a contagem decrescente para o início do campeonato de F1, porém, nem todas parecem chegar ou estar tranquilas relativamente à nova época. Nos bastidores, surgem sinais de sérias preocupação na Aston Martin, onde o novo monolugar enfrenta limitações inesperadas relacionadas com a unidade motriz fornecida pela Honda e para o qual, internamente, o cenário é descrito como “um início de ano muito complicado”.
Limitação de rotações preocupa engenheiros da Aston Martin
Segundo dados técnicos que já começaram a circular no paddock, o motor japonês que agora alimenta a Aston Martin – que também conta com uma nova direção – não consegue ultrapassar as 11.000 rotações por minuto, sem risco de falha mecânica, valor claramente muito inferior ao de equipas rivais que operam perto das 12.100 rpm. Num desporto onde diferenças mínimas têm enorme impacto, esta é uma margem considerável e uma que se traduz numa desvantagem direta em desempenho, especialmente em circuitos rápidos, onde a velocidade de ponta é decisiva.

(Créditos: Rede X)
As simulações realizadas durante os testes do Bahrain são a demonstração clara da referida limitação da Aston Martin – que este ano também se despede de um marco dentro da F1 – relativamente aos concorrentes diretos. Fernando Alonso, um dos pilotos mais séniores e experientes da grelha, terá atingido cerca de 318 km/h em reta, enquanto Charles Leclerc levou o monolugar da Ferrari até aos 331 km/h. À primeira vista, o que até pode parecer uma diferença mínima é, na verdade, um fosso enorme do ponto de vista competitivo na F1, que, um que representa, em dados concretos, vários metros perdidos por volta e ultrapassagens facilitadas para os adversários.
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— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) February 12, 2026
Problemas não ficam apenas no motor térmico
Outro ponto de preocupação da Aston Martin, prende-se com o sistema híbrido, já que a unidade Honda terá sido a primeira a apresentar perda de potência elétrica em reta durante os testes. A gestão energética tornou-se um dos pilares do desempenho moderno – e um dos mais discutidos até agora por parte dos pilotos – e qualquer quebra na entrega de potência compromete, além de aceleração, também a velocidade máxima, criando uma fragilidade estrutural que se prolonga e vai deteriorando ao longo de toda a corrida.
Esta situação está assim a obrigar a Aston Martin a acelerar soluções técnicas num período em que quase todas as equipas já se concentram em ajustes finos e preparação de corrida. Caso a fiabilidade e o rendimento não consigam acompanhar o desenvolvimento esperado e mais aproximado das restantes equipas, o objetivo de tentar lutar pelos lugares da frente poderá ficar amplamente comprometido, algo que será verificado e sentido logo nas primeiras provas do calendário.
Ainda há tempo para inverter o cenário?
Apesar clima tenso que se vive na Aston Martin, a equipa é peremptória e afirma acreditar que o potencial do projeto continua intacto e que parte dos problemas poderá ser mitigada com novas atualizações de software, bem como otimização da entrega de potência híbrida antes da primeira corrida. A questão que ficamos, pelo menos para já, sem saber responder, é se o tempo ainda disponível será suficiente para eliminar uma diferença que, nesta fase, parece muito maior e mais grave do que o esperado.











