A equipa britânica Aston Martin surpreende o paddock ao entregar a liderança desportiva a um nome bem conhecido dentro da modalidade, numa decisão que coincide com a maior revolução técnica da F1 em mais de uma década.
A Aston Martin voltou a surpreender o mundo da F1. Num anúncio que poucos previam, pelo menos para já, a equipa confirmou que Adrian Newey será o novo chefe de equipa a partir de 2026, assumindo oficialmente as operações desportivas. Num ano marcado pela revolução técnica do novo regulamento e pela entrada da Honda como parceira de fábrica, a decisão representa uma mudança profunda na estrutura da formação de Lawrence Stroll e coloca aquele que é considerado o maior génio aerodinâmico da história da F1 numa função inédita na sua carreira: chefiar uma equipa de forma completa, do desenho do carro às decisões em pista.

Newey assume poder total em 2026
Até aqui, Adrian Newey tinha atuado sobretudo como diretor técnico, responsável pelos conceitos aerodinâmicos e estruturais que renderam múltiplos títulos à Williams, McLaren e Red Bull. Agora, além de continuar a liderar o desenvolvimento do carro, Newey passa a comandar:
- operações de pista,
- decisões estratégicas,
- gestão do staff técnico,
- e todo o departamento competitivo da Aston Martin.
“Vi de perto o enorme talento da equipa nos últimos meses”, disse Newey no comunicado. “Estou ansioso por colocar esta estrutura na melhor posição possível para 2026, quando enfrentaremos desafios inéditos como equipa de fábrica e com um novo regulamento.”
Será a primeira vez que o britânico entra numa temporada completa acumulando o cargo de chefe de equipa — um movimento que muda o equilíbrio de forças no paddock antes da próxima grande mudança das regras da F1.
Ready to start the show. 🤝#LasVegasGP pic.twitter.com/V42pDbCg1K
— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) November 23, 2025
A queda de Andy Cowell e a reorganização interna
Antes responsável pelas funções de CEO e chefe de equipa, Andy Cowell deixa o comando direto das operações e passa a atuar como Diretor de Estratégia. O objetivo? Garantir uma integração técnica totalmente alinhada entre Aston Martin, Honda, Aramco e Valvoline. Cowell explicou que esta transição estava pensada há meses e que o momento é o mais adequado para focar na área estratégica, justamente num ciclo em que a equipa se prepara para operar como verdadeira equipa de fábrica da Honda a partir de 2026.
“Este é o momento apropriado para assumir uma nova função”, afirmou Cowell. “O meu foco será otimizar a parceria técnica entre equipa, Honda, Aramco e Valvoline, garantindo a melhor integração entre unidade de potência, combustível e chassi.”
Porquê esta mudança agora?
De acordo com alguns especialistas, a reorganização foi acelerada por várias situações internas, tais como a saída de Eric Blandin (chefe de aerodinâmica), a saída do designer Akio Haga e relatos de tensão interna que envolveriam o próprio Newey. Estas perdas preocupavam Lawrence Stroll, que vê 2026 como a grande oportunidade para transformar a Aston Martin numa candidata credível ao título. A escolha de Newey demonstra uma aposta máxima na visão técnica e conceptual daquele que criou alguns dos carros mais bem-sucedidos da história moderna da F1.
A visão de Lawrence Stroll
O proprietário da Aston Martin não escondeu a ambição da reestruturação. “Andy foi um grande líder e construiu uma equipa de primeira linha”, afirmou Stroll.
“Esta mudança é mútua e pensada para o interesse da equipa. Ao mesmo tempo, estou satisfeito por ver Adrian assumir o cargo de chefe de equipa, o que lhe permitirá usar toda a sua criatividade e conhecimento técnico.” A marca entende que a dupla Cowell–Newey, agora com funções claras e separadas, coloca a estrutura no melhor cenário possível para:
- maximizar o novo motor Honda,
- explorar os novos combustíveis da Aramco,
- integrar a Valvoline no desenvolvimento técnico,
- e reinventar o projeto aerodinâmico com base no regulamento de 2026.
A fond farewell to @FelipeDrugovich, who, after three years with the team, leaves us this weekend.
— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) November 23, 2025
We wish him all the best for the future. pic.twitter.com/cA5P9zmGHC
A notícia faz aumentar ainda mais a curiosidade em volta da próxima temporada da F1 e, mais concretamente, da Aston Martin, antes da chegada dos novos motores, novos chassis e nova filosofia aerodinâmica. Adrian Newey tem agora carta branca para transformar a Aston Martin num projeto autoral — algo que nunca lhe foi totalmente permitido desde a era Williams. O futuro pode ser imprevisível, mas uma coisa é certa: a F1 entra em 2026 com as expectativas renovadas.




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