O piloto italiano Pecco Bagnaia chega ao Japão com dúvidas, mas também com esperança de recuperar a confiança, após um ano marcado por frustrações.
Pecco Bagnaia entra no GP do Japão de MotoGP 2025 com sentimentos mistos. O campeão italiano parte para a digressão asiática carregando o peso de uma temporada instável, mas com a ambição de transformar as lições de Misano em resultados concretos em Motegi. Apesar de estar afastado da luta pelo título, dominada por Marc Márquez, Bagnaia deixou declarações marcantes à chegada ao Japão:
“Acho que o Marc não teve rivais porque foi o único a manter consistência. Nunca é fácil conseguir isso, mas acredito que ele não deu tudo, talvez apenas ocasionalmente. Gostava mesmo de estar em plena forma para lutar com ele. Isso seria algo especial.”
Um ano de altos e baixos
Com apenas lampejos de sucesso em 2025, Bagnaia admite que se sentiu frustrado ao longo da época:
“Tenho sempre as minhas dúvidas porque este ano encontrei-me em situações promissoras apenas para ver tudo desmoronar. As minhas condições foram complicadas desde o início, e nunca encontrámos o equilíbrio certo. Era inevitável que as coisas corressem assim.”
Um dos momentos mais significativos desta fase da temporada foi a presença de Casey Stoner no box da Ducati em Misano. A colaboração trouxe nova energia a Bagnaia:
“Ter o Casey foi ótimo. Ele deu aos engenheiros uma perspetiva diferente, porque estando fora da Ducati ofereceu pontos de vista distintos. Falámos muito, não apenas sobre técnica, mas também sobre como a moto se comporta. Ouví-lo é incrivelmente útil.”
Olhar para a frente
Bagnaia não esconde a pressão de regressar ao topo, consciente de que 2025 poderá ficar marcado como uma temporada perdida:
“A pressão esteve presente durante toda a temporada. Vencer alivia a necessidade de explicações. Mas sei do que sou capaz e isso mantém-me confiante.”
Com o campeonato praticamente decidido a favor de Marc Márquez, o piloto italiano encara o GP do Japão como uma oportunidade para recuperar a moral e preparar terreno para o futuro:
“Estamos a caminho da Ásia e quero dar o máximo em cada corrida. O importante agora é reencontrar a forma e mostrar o que ainda posso fazer.”
Com a etapa asiática a arrancar em Motegi, os olhos estarão postos também em Bagnaia: conseguirá transformar a frustração em motivação e regressar às vitórias, ou continuará a sentir o peso de uma época que lhe escapou por entre os dedos?