Encarnados fecharam a final em três jogos e reduziram a distância para o FC Porto na lista dos maiores vencedores do campeonato
O Benfica voltou a reinar no hóquei em patins nacional. Num Pavilhão da Luz completamente lotado, a equipa orientada por Edu Castro bateu este sábado o Sporting por 4-1 no terceiro encontro da final do Campeonato Nacional e selou a conquista do título, depois de já ter vencido os dois primeiros duelos por 3-2 e 5-2.
Depois de duas temporadas de domínio do FC Porto, os encarnados recuperam o cetro que lhes escapava desde 2022/23 e aproximam-se ainda mais dos dragões na galeria dos clubes mais titulados da competição: o Benfica soma agora 25 campeonatos, apenas menos um do que os portistas, enquanto o Sporting permanece com nove.
O clássico começou a um ritmo elevado e com oportunidades de parte a parte. João Rodrigues esteve perto de inaugurar o marcador logo aos sete minutos, mas encontrou pela frente um atento Xano Edo. Do outro lado, o Sporting respondeu através de Facundo Navarro e Nolito Romero, que viram Conti Acevedo assumir-se como uma das grandes figuras da partida com intervenções decisivas.
A reta final da primeira parte acabou por ser o momento que mudou por completo o rumo da final. Mesmo reduzido a quatro jogadores após o cartão azul mostrado a Diogo Barata, o Sporting conseguiu criar perigo, mas faltou eficácia na hora de finalizar. O Benfica aproveitou a falta de acerto leonina e foi implacável: a 42 segundos do intervalo, João Rodrigues disparou de longe para o primeiro golo da noite e, já a apenas 2,5 segundos do descanso, Viti ampliou a vantagem com um lance de grande qualidade.
Na segunda metade, os leões tentaram reagir e procuraram reduzir a desvantagem, mas continuaram a encontrar um Conti inspirado. O Benfica, mais seguro na defesa e criterioso no ataque, aproveitou um lance de grande penalidade após falta de Henrique Magalhães sobre João Rodrigues para aumentar a diferença. Xano Edo ainda travou a primeira tentativa, mas o capitão encarnado respondeu na recarga e fez o 3-0.
O encontro tornou-se mais tenso à medida que o tempo avançava. Diogo Barata voltou a ver um cartão azul, enquanto Edo Bosch acabou expulso após protestos dirigidos à equipa de arbitragem. Apesar da insistência do Sporting e do golo de Nolito Romero de livre direto já nos minutos finais, o conjunto de Alvalade não conseguiu relançar a discussão do resultado.
Com a vitória controlada, o Benfica ainda teve tempo para chegar ao quarto golo e confirmar uma noite de festa na Luz. O triunfo por 4-1 encerrou a final sem necessidade de um quarto jogo e confirmou o regresso das águias ao topo do hóquei português, numa época que fica marcada pelo fim da espera e pela aproximação ao histórico registo do FC Porto.






