Ousmane Dembélé foi esta segunda-feira coroado com a Bola de Ouro 2025, tornando-se no sexto francês da história a conquistar o galardão, após uma temporada brilhante ao serviço do Paris Saint-Germain. O que poucos recordam é que o avançado podia ter tido uma passagem pelo Benfica antes de alcançar o topo do futebol mundial.
Benfica rejeitou o jovem francês em 2015
Em 2015, Dembélé, então com 18 anos e em litígio com o Rennes, foi oferecido ao Benfica pelo empresário Vlado Lemic. A operação, contudo, acabou por não avançar. Dentro do clube da Luz, o parecer técnico foi consensual: o extremo tinha “um potencial tremendo”, mas a sua integração imediata na equipa principal parecia improvável.
Além disso, os valores exigidos na altura eram elevados, incluindo salários, prémios de assinatura e verbas a familiares, algo considerado arriscado para um jogador ainda em fase inicial de carreira.
Concorrência internacional e um futuro incerto
A decisão foi também influenciada pela forte concorrência. Clubes como Salzburgo, Manchester City e Borussia Dortmund estavam atentos ao jovem, o que tornava difícil a tarefa das águias. Sem acordo, Dembélé acabou por assinar o seu primeiro contrato profissional com o Rennes, em outubro de 2015.
A transição, no entanto, não foi pacífica. Mickael Silvestre, então diretor de recrutamento do Rennes, recordou à SFR os momentos de tensão: “Houve uma verdadeira guerra fria entre os representantes de Dembélé e o clube. Ele chegou a faltar a treinos e até a um estágio na Alemanha. Foi complicado, mas conseguimos que mudasse de ideias e assinasse”.
Silvestre revelou ainda que o atual Bola de Ouro ponderou, nessa altura, abandonar o futebol. “Enviou-me uma mensagem a dizer que queria deixar tudo e ir viver com a avó para o Senegal. Até me mostrou uma fotografia do cartão de embarque.”
Do risco de desistir ao topo do mundo
Uma década depois, Dembélé não só não desistiu como se tornou num dos nomes maiores do futebol mundial. O extremo do PSG sucede a Lionel Messi e junta-se à lista de franceses distinguidos com a Bola de Ouro, onde estão Raymond Kopa, Michel Platini, Jean-Pierre Papin, Zinédine Zidane e Karim Benzema.
O que teria acontecido se tivesse passado pelo Estádio da Luz em 2015 é uma pergunta sem resposta. O que é certo é que o francês, que foi rejeitado pelo Benfica numa fase precoce, é hoje o melhor jogador do mundo.









