Investimento avaliado em 220 milhões de euros
Com o cenário pós-eleitoral estabilizado, Rui Costa e a recém-eleita Direção preparam-se para avançar de imediato com o Benfica District — empreendimento apresentado a 22 de julho e fortemente defendido pelo presidente durante a campanha. O dossiê encontra-se em consulta pública, fase em que os sócios podem enviar contributos e cuja decisão final dependerá de uma futura assembleia geral ainda sem data marcada. Paralelamente, decorre o processo de licenciamento indispensável da Câmara Municipal de Lisboa.
No plano revelado ao público — em cerimónia que contou com a presença do autarca lisboeta, Carlos Moedas, e da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes — estava previsto que o licenciamento arrancasse este mês e ficasse concluído em março. É precisamente este calendário que o clube pretende cumprir à risca para evitar derrapagens.
Carlos Moedas, entretanto reconduzido nas eleições de outubro, classificou o Benfica District como “um marco para a história do clube” e um projeto que “não é apenas do Benfica, mas também de Lisboa”. O presidente da Câmara reforçou que Lisboa está “ao lado do projeto do Benfica, um parceiro da Câmara, um símbolo da cidade, um representante da nossa identidade num projeto que não exclui, que não divide, e que é um projeto que une”, disse o edil lisboeta.
O investimento previsto ascende aos 220 milhões de euros. Nuno Catarino, então CFO da SAD e agora vice-presidente responsável pelas finanças do clube, afirmou que o projeto é financeiramente sustentável, podendo gerar receitas adicionais de cerca de 37 milhões de euros por ano. O financiamento, projetado para 15 anos, foi estruturado, segundo o dirigente, “para ter um contributo positivo a partir do primeiro ano de operação”.
Durante os debates eleitorais, Rui Costa reiterou que o Benfica District segue a linha de grandes empreendimentos de clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester City, e que permitirá ao Benfica aumentar receitas e elevar a sua dimensão internacional, sem colocar em risco a estabilidade financeira da SAD.
O plano prevê uma transformação profunda de toda a zona da Luz: ampliação da capacidade do Estádio — Rui Costa chegou a referir a possibilidade de atingir 80 mil lugares —, construção de uma Arena Multiusos para 10 mil espectadores, dois pavilhões, novo museu, hotel, residência para atletas e estudantes, piscina, espaços de lazer e áreas polivalentes.
Se o cronograma for cumprido, o plano de execução ficará fechado em janeiro de 2027, seguindo-se o concurso público até maio e o arranque das obras em junho. A construção deverá decorrer até junho de 2029, permitindo que o Estádio da Luz renovado possa acolher jogos do Mundial 2030.










