O empate frente ao Braga não complicou apenas as contas desportivas do Benfica: pode também representar um duro golpe financeiro para a estrutura encarnada. Com a queda para o terceiro lugar, a equipa da Luz arrisca falhar o acesso à Liga dos Campeões e perder dezenas de milhões de euros em receitas europeias.
Champions vale muito mais
A diferença entre disputar a Liga dos Campeões ou a Liga Europa é abismal do ponto de vista financeiro. Basta olhar para os números da presente temporada: o Braga, semifinalista da Liga Europa, encaixou cerca de 25,6 milhões de euros, enquanto o Benfica, eliminado cedo na Champions, garantiu ainda assim 53,1 milhões.
O contraste torna-se ainda mais evidente com o Sporting, que chegou aos quartos de final da principal prova europeia e arrecadou 79,6 milhões de euros. Além dos prémios diretos da UEFA, a Champions oferece ainda receitas muito superiores em bilheteira, visibilidade comercial e valor competitivo, aumentando significativamente o impacto económico da qualificação.
Histórico mostra peso da Champions
Nos últimos anos, o Benfica habituou-se a receitas elevadas graças à presença na prova milionária. Em 2024/25, encaixou cerca de 71,4 milhões de euros da UEFA, depois de 35 milhões em 2023/24, 72,5 milhões em 2022/23 e mais de 65 milhões em 2021/22, sempre com presença na principal competição europeia.
A última participação exclusiva na Liga Europa rendeu apenas 15,5 milhões de euros, ainda num contexto de pandemia e com prémios mais baixos do que os atuais. Com apenas uma jornada por disputar, o Benfica continua a sonhar com a Champions, mas o empate na Luz tornou o cenário muito mais improvável e potencialmente muito mais caro.










