O Benfica anunciou um lucro de 29 milhões de euros no primeiro semestre da atual época, de acordo com informações divulgadas pelos meios oficiais do clube da Luz. Ainda assim, os encarnados registaram uma quebra de 5,6 milhões de euros face ao período homólogo, mantendo, apesar disso, resultados positivos e uma situação financeira estável.
Eleições e MEP explicam quebra nos resultados
A descida dos lucros é justificada pela “aplicação do MEP (Método de Equivalência Patrimonial), com destaque para a apropriação do resultado semestral da Benfica SAD na percentagem detida pelo Clube”, bem como pelo menor impacto do reconhecimento do rendimento associado à transferência do futebol feminino para a Benfica SAD e pelos gastos incorridos com o processo eleitoral.
A transferência definitiva do futebol feminino teve um impacto de 0,4 milhões de euros, inferior aos 2,5 milhões registados no período homólogo. Já o ato eleitoral que culminou com a vitória de Rui Costa, apenas à segunda volta, representou um custo de 3,2 milhões de euros para os cofres do clube da Luz.
Receitas recorde e dívida sob controlo
Entre os indicadores positivos, destaca-se o aumento de 12% das receitas provenientes de quotas, que atingiram 12,4 milhões de euros. Também o merchandising alcançou 11,5 milhões de euros, ambos valores recorde no primeiro semestre. Já os royalties da marca Benfica fixaram-se nos 8,8 milhões de euros, traduzindo uma quebra de 9%.
As transferências de atletas voltaram a desempenhar um papel determinante na solidez financeira, contribuindo para um resultado operacional consolidado de 53,7 milhões de euros. Sem este item, o resultado operacional seria negativo em 0,8 milhões. A dívida líquida ascendeu aos 204 milhões de euros, um aumento de 1,2%, mantendo-se, ainda assim, globalmente estável face aos últimos exercícios.









