Técnico recusa desistir, pois acredita que ainda nada está decidido no que diz respeito à luta pelo título
O empate a uma bola frente ao Sporting, no dérbi disputado anteontem, deixou o Benfica exatamente na mesma posição na tabela: três pontos atrás dos leões e sob a ameaça de ver o FC Porto aumentar hoje a distância, caso vença em Tondela. Os dragões, que já travaram os encarnados no Dragão, podem ampliar a margem para oito pontos, cenário que complicaria ainda mais as ambições benfiquistas na luta pelo título.
Apesar disso, estas contas não foram sequer mencionadas por José Mourinho no balneário da Luz. O treinador concentrou-se em motivar os jogadores, visivelmente abatidos com o resultado. Para Mourinho, a frustração demonstrada era até positiva: significava que todos estavam profundamente comprometidos e que empates ou derrotas não podiam ser encarados com indiferença.
Na conferência de imprensa, Mourinho realçou que o Benfica foi claramente superior, especialmente na segunda parte, onde não permitiu ao Sporting criar qualquer ocasião de perigo. Também diante da equipa reforçou essa ideia, sublinhando a excelente reação após os primeiros 25 minutos e apontando, sem rodeios, o erro que originou o golo leonino.
O técnico rejeitou qualquer ideia de desistência e puxou pelo estado de espírito do grupo, insistindo que ainda nada está decidido à 13.ª jornada. O campeonato é longo, lembrou, e há margem para recuperar.
Agora, o foco vira-se totalmente para a receção ao Nápoles, na próxima quarta-feira, às 20h, em jogo decisivo da sexta jornada da Liga dos Campeões. Mourinho pediu intensidade, agressividade e vontade de regressar rapidamente às vitórias. Considera que a equipa está em crescimento, algo que, para si, ficou demonstrado no triunfo em Amesterdão diante do Ajax.









