Nevoeiro continua a ser o principal risco no estádio madeirense, palco para o embate entre o Benfica e o Nacional, situado a mais de 600 metros de altitude.
O duelo entre Nacional e Benfica, marcado para o Estádio da Madeira, voltou a colocar em cima da mesa uma questão que todos, na ilha, conhecem bem: o nevoeiro. Situado a 632 metros de altitude, o recinto é historicamente propenso a episódios de visibilidade reduzida, algo que já provocou adiamentos noutras épocas — e que, por isso, gera sempre apreensão quando a meteorologia entra em cena.
IPMA não descarta nevoeiro: “Pode ocorrer”
Desta vez, o delegado regional do IPMA na Madeira, Ricardo Tavares, traçou um cenário que, apesar de cauteloso, surge como globalmente favorável à realização da partida. Ainda assim, o especialista não fechou totalmente a porta a imprevistos. De acordo com Ricardo Tavares, existe para a hora do jogo uma previsão de baixa redução de visibilidade, com possibilidade de oscilações ao longo da partida. Não é — frisa — o cenário mais provável, mas também não é impossível.
A explicação é simples:
- Altura do estádio;
- Período próximo do pôr do sol;
- Arrefecimento rápido naquela zona;
- Fenómenos atmosféricos típicos das cotas altas da Madeira.
Todos estes fatores podem contribuir para o aparecimento de bancos de nevoeiro repentinos, algo comum naquela área. Na Choupana, o comportamento da “base da nuvem” é particularmente sensível à altitude, reforçando o risco. Ainda assim, e para já, as previsões indicam que o Nacional–Benfica, previsto para as 18h não está ameaçado, embora o nevoeiro continue a ser a variável que ninguém pode controlar totalmente. A decisão final, como habitual, dependerá das condições no próprio momento.










