Chegou em 2018, mas não somou qualquer minuto oficial de águia ao peito
Erdal Rakip chegou a Lisboa em 2018 com a expectativa de vestir a camisola do Benfica e afirmar-se num dos maiores clubes europeus. No entanto, a passagem do médio internacional pela Macedónia do Norte — nascido na Suécia — acabou por não render qualquer minuto oficial de águia ao peito. Anos depois, o jogador partilhou a sua versão dos acontecimentos, garantindo que guarda más memórias da experiência no clube da Luz.
Em declarações ao podcast Lundh, Rakip começou por explicar que rapidamente percebeu que o projeto desportivo não correspondia ao que lhe tinha sido transmitido. Contratado a custo zero após terminar contrato com o Malmö, sentiu desde cedo que não fazia parte dos planos. “Mal tive tempo de conhecer as instalações e já se falava em emprestar-me”, contou, referindo que foi colocado no Crystal Palace para “ganhar experiência.”.
O empréstimo em Inglaterra não correu como esperado e, segundo o jogador, o regresso a Lisboa marcou o período mais difícil da sua carreira. Rakip afirma que foi afastado do grupo principal, treinando sozinho ou com outros jogadores considerados excedentários. “Tu sentes-te um prisioneiro, estás num grande clube, numa cidade fantástica, mas não te deixam ser aquilo que queres: um jogador de futebol”, desabafou.
O médio descreveu um ambiente que considera desumano, com restrições no acesso a balneários, horários diferentes de treino e ausência total de diálogo por parte da equipa técnica e da direção. “Tentavam quebrar-te psicologicamente.”, acusou, apontando o que classificou como “jogo sujo” por parte do clube.
Rakip lamentou ainda a falta de comunicação direta, sublinhando que nunca recebeu explicações claras do treinador da altura, Rui Vitória, ou dos responsáveis do futebol. “Diziam: ‘Tens esta oferta deste clube, tens de aceitar’. Se eu dizia que não era um bom passo para a minha carreira, a resposta era: ‘Então vais continuar a treinar à parte'”, relatou.
Para conseguir sair e relançar a carreira, o jogador acabou por abdicar de uma parte significativa do salário a que tinha direito. “Foi o preço a pagar pela minha liberdade e para poder voltar a jogar e ser feliz ”, afirmou, explicando que regressou ao Malmö para voltar a ser feliz dentro de campo. Apesar de reconhecer a dimensão e a estrutura do Benfica, admite que a experiência foi uma dura aprendizagem sobre o lado mais frio do futebol profissional.
Atualmente com 29 anos, Erdal Rakip encontra-se sem clube, depois de três temporadas no futebol turco ao serviço do Antalyaspor, e olha para a passagem pela Luz como um capítulo que preferia que tivesse sido bem diferente.

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