A Liga Portugal aprovou o novo modelo de comercialização dos direitos televisivos, dando início a uma nova fase no futebol nacional. Ainda assim, a decisão ficou marcada pelo voto contra do Benfica – que tenta travar as investidas do Barcelona – e pela abstenção do Nacional.
Benfica mantém posição “clara”
O presidente da Liga confirmou que o documento foi aprovado “com uma SAD a votar contra e outra a abster-se”, detalhando que “o Benfica teve uma posição clara, transparente e pública” ao longo de todo o processo.
Apesar da divergência, Reinaldo Teixeira fez questão de sublinhar que os encarnados “mantiveram-se sempre cooperantes e participativos”, valorizando a postura do clube mesmo após a saída da estrutura de centralização.
Receios explicam decisão
O dirigente explicou ainda o contexto da decisão encarnada, referindo que “o Benfica é hoje a sociedade que mais recebe e tem algum receio”, admitindo que a posição assumida é “condizente com a doutrina a ter”.
Ainda assim, reforçou que existe “uma apetência superior pelo nosso produto, não só nos direitos nacionais como também internacionais”, apontando para um crescimento global do valor do futebol português.
Processo segue com nova etapa
Sobre a abstenção do Nacional, o líder da Liga explicou tratar-se de “um processo normal e simples”, já que o clube pretendia que a chave de distribuição fosse votada em simultâneo com o modelo de comercialização.
Reinaldo Teixeira garantiu ainda que “todas as SAD cooperaram e participaram de forma construtiva”, acrescentando que o futebol português está “comprometido com esta nova realidade”, sendo o próximo passo a definição da distribuição das receitas antes do final da temporada.











