Piloto português faz balanço positivo da época com o Ford Mustang LMGT3 da Proton, destaca liderança à chuva no COTA e top 10 em Le Mans
Um ano de aprendizagem que virou afirmação
Bernardo Sousa completou a primeira temporada integral no Mundial de Resistência com um registo que o próprio classifica como francamente positivo. Ao volante do Ford Mustang LMGT3 número 77 da Proton Competition, o madeirense sublinhou a evolução constante, a consistência em ritmo de corrida e o ambiente de equipa como alicerces de um ano marcante.
O piloto recordou que a entrada no WEC começou no teste de estreantes do Bahrein. A oportunidade surgiu depois do regresso a tempo inteiro à velocidade no CPV, com o Toyota GR Supra GT4 Evo, e rapidamente ganhou dimensão internacional.
Pistas míticas e marcos pessoais
A temporada levou Bernardo Sousa a circuitos de referência como Ímola, Le Mans, Interlagos, COTA, Fuji e Spa. Em La Sarthe, a estreia nas 24 Horas somou um top 10 e a experiência de guiar ao pôr do sol antes da longa noite francesa. Em Spa, alinhou no WEC e nas 24 Horas, acumulando quilómetros e confiança.
O piloto destaca a Lone Star Le Mans, no COTA, como um dos pontos altos. Liderou com chuva durante várias voltas, prolongou o stint e foi eleito piloto do dia. Em paralelo, manteve uma linha comum ao longo do ano, sem erros que comprometessem estratégia ou fiabilidade.
Consistência acima do exigido
Num campeonato de exigência técnica e desportiva elevadas, Bernardo Sousa realçou a importância do trabalho de equipa e a sintonia com Ben Barker e Ben Tuck. O trio do Mustang manteve execução sólida, com decisões táticas afinadas e boa gestão de pneus em contextos variáveis.
O madeirense assumiu que a ambição pede sempre mais, mas que o balanço supera as expectativas iniciais de época de estreia na LMGT3. A curva de aprendizagem foi constante, com progressão visível a cada saída para a pista.
Voz do piloto
“Foi uma época exigente, mas muito positiva. Num campeonato do mundo com grande exigência, pilotos e marcas de topo, ter este andamento e estes resultados deixa-me contente”, afirmou Bernardo Sousa.
“Nunca comprometi a equipa nem os meus colegas, e muitas vezes andei a um ritmo que nem era esperado. No COTA, com chuva, liderei a corrida e fui considerado piloto do dia. O top 10 em Le Mans foi muito especial”, acrescentou.
Sobre o apoio interno, deixou um sublinhado claro. “Tenho de agradecer muito aos meus colegas de equipa, que corresponderam sempre ao que lhes foi pedido e me ajudaram a crescer. Foi uma época de grande aprendizagem e de companheirismo.”
O piloto recuperou ainda a génese do projeto. “Ainda custa acreditar que há pouco mais de um ano o Duarte Félix da Costa me ligava a dizer para ir ao Bahrein fazer um teste. Um ano depois, termino a época no Mundial de Endurance com a Proton Competition. Foi um sonho que passou rápido, mas espero que seja apenas o início de algo ainda mais feliz.”
2026 no horizonte
Com a base lançada e estatuto reforçado, Bernardo Sousa olha para 2026 com motivação renovada. O objetivo passa por capitalizar a experiência acumulada, afinar detalhes de execução e manter a consistência que o distinguiu na estreia. O foco está em repetir desempenhos de referência, elevar o patamar em qualificação e consolidar a presença regular no top 10 da LMGT3.
Perguntas rápidas
Qual foi o ponto alto da época
Liderança à chuva e eleição como piloto do dia na Lone Star Le Mans, no COTA, e top 10 em Le Mans.
Como correu a integração na Proton Competition
Ritmo consistente, execução sem erros e forte espírito de equipa com Ben Barker e Ben Tuck.
O que muda para 2026
Aposta na consistência com maior agressividade estratégica, especialmente em qualificação e gestão de stints.






