Técnico italiano fez o lançamento do jogo com o Tondela, da 30ª jornada da I Liga
A eficácia voltou a estar em destaque nas palavras do treinador do FC Porto, Francesco Farioli, que reconheceu que, nas competições europeias, a equipa poderia ter resolvido eliminatórias mais cedo. Apesar das 22 bolas nos ferros, o técnico relativizou a situação, mantendo o foco no desempenho coletivo e na capacidade de criação ofensiva.
“Se calhar temos de pedir para mudar os ferros uns centímetros. Criamos ocasiões e temos jogadores em boas posições, fazendo os possíveis para converter. O que este jogo da Liga Europa nos ensinou é que o nível de exibição deu-nos o direito de acreditar que merecíamos o bilhete para a meia-final. Temos de aprender uma lição e a da campanha europeia é que em todos os jogos provámos ter um grande nível.”, far
O treinador mostrou-se satisfeito com o momento atual da equipa, destacando não só a condição física, mas também o espírito competitivo do grupo. Considera que o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses tem dado frutos, superando até as expectativas iniciais.
“Como sente a equipa nesta fase? ‘O jogo de Nottingham com 11 no início e depois com 10 provou que estamos num bom estado fisico, no topo da forma. A equipa está ligada, todos têm oportunidades, todos com a fome certa e expectativa certa. Falando de condições e possibilidades, o trabalho feito nestes meses deixam-nos numa boa situação. O processo de reconstrução foi mais rápido do que todos pensámos e estamos a competir por títulos e cabe-nos terminar o trabalho.'”
Com cinco jornadas por disputar, e vários confrontos frente a equipas que lutam pela manutenção, o técnico rejeitou qualquer ideia de facilitismo, sublinhando a importância de manter o mesmo nível de exigência.
“Faltam cinco jogos, quatro são com equipas na luta pela permanência. É uma dificuldade acrescida defrontar estes adversários? ‘O ponto conta como em setembro e em outubro. São três pontos pela vitória e temos de encarar com a atitude certa. Os pontos do Tondela são bem mais baixos do que podiam ter. Devia estar em 10.º/11.º/12º lugar. Os resultados não foram os que esperava, mas as exibições estiveram lá.'”
Por fim, abordou a gestão do plantel e a rotação frequente de jogadores, explicando que essa estratégia reflete sobretudo a confiança no grupo e o respeito por todos os elementos da equipa.
“Rotação é um reconhecimento de respeito pelo Tondela e de que não há margem de erro? ‘Acima de tudo é respeito pelos meus jogadores. Há algumas semanas, quando começámos com este universo paralelo com oito/nove mudanças a cada três jogos, é um plano que não pode ser feito sem um grupo com a maturidade e qualidade certas. Este grupo tem gerido bem as diferentes competições. Muito respeito pelo campeonato, pela Liga Europa e pela Taça. Todos têm provado que têm a capacidade para fazer grandes exibições com a camisola do FC Porto.'”








