Em entrevista à revista Dragões
Aos 24 anos, Borja Sainz reforço de verão do plantel azul e branco vive aquele que considera ser o maior desafio da sua carreira. Desde a chegada ao Dragão, admite ter sentido de imediato o peso e a dimensão do clube.
“Sim, desde o primeiro dia que percebi que este clube é especial e que todos aqui são parte de uma família. Assim que cheguei recebi muito apoio dos adeptos, dos meus companheiros, do staff, do presidente e da equipa técnica. Estou muito contente aqui.”
Um convite irrecusável
Questionado sobre como surgiu a oportunidade de vestir de azul e branco, não escondeu a satisfação: “É o maior clube em Portugal, sempre vi jogarem aqui grandes jogadores e ganharem títulos muitos importantes, então nem pensei quando recebi a chamada. Disse logo ao meu agente que queria vir para cá e ganhar títulos.”
As primeiras impressões
Nas inevitáveis pesquisas iniciais, houve um detalhe que se destacou: “As Ligas dos Campeões, claro. Não é qualquer clube que ganha uma Champions. Muitos clubes com muito mais dinheiro dariam tudo para conquistarem esse troféu. Acho que também por isso o FC Porto é bastante reconhecido.”
A estreia no Dragão
A vontade de se estrear no Estádio do Dragão cumpriu-se frente ao Twente e ao Atlético de Madrid. Emoções fortes que ficarão na memória: “Foram momentos muito emotivos para mim. Nos primeiros dias, custou-me um pouco a adaptação, porque venho de um país diferente, mas desde o início que os meus colegas me ajudaram sempre e essa estreia no Estádio do Dragão foi incrível. Ë marcante conhecer os adeptos, porque são eles que depois nos apoiam todos os dias e pagam para nos ver e animar. Eles passam-nos que sentem pelo FC Porto.”
Expectativas para a época
O reforço acredita que a equipa está no caminho certo para alcançar os objetivos. “Acho que a equipa está a trabalhar bastante bem e isso viu-se nestes primeiros jogos. É esta a linha a seguir, porque estamos a treinar melhor a cada dia. Só pensamos num jogo de cada vez e não no futuro.”
Primeiros números e confiança crescente
Com dois golos e uma assistência já apontados, descreve os primeiros momentos de sucesso: “Foram momentos felizes e de emoções fortes, porque, como disse, no início custou um bocadinho, sentia-me estranho nos jogos e a confiança não era a mesma, porque ainda não estava entrosado com os meus colegas e com as ideias do mister. Quando és novo na equipa, custa sempre um bocadinho, mas quando entras na dinâmica é muito emocionante porque sentes-te bem e, quando a equipa ganha, ficas ainda melhor.”
O pontapé de bicicleta no clássico
Um dos lances que mais deu que falar aconteceu no clássico, com uma tentativa acrobática de pontapé de bicicleta. Questionado sobre se foi estudado, respondeu com naturalidade: “Saiu naturalmente. Colocámos a bola na frente, o Luuk penteou-a de cabeça e eu ataquei-a com tudo.”










