Com o futuro incerto, após perder o lugar na Pramac Yamaha, o piloto português vê em Brad Binder um dos seus maiores defensores, enquanto o Mundial de Superbikes surge como a alternativa cada vez mais provável.
A MotoGP vive dias de incerteza no que toca ao futuro de Miguel Oliveira. Brad Binder, atual piloto da KTM e antigo colega de equipa do português, deixou recentemente declarações que ecoaram um pouco por todo o paddock. Num tom de desabafo, é um facto, o sul-africano não poupou elogios a Oliveira e lançou um apelo claro: “Ele é demasiado rápido para não estar aqui”.
A situação do piloto luso agravou-se após perder o lugar na Pramac Yamaha para 2026, resultado direto da contratação antecipada de Toprak Razgatlioglu pela equipa japonesa. Depois de um ano marcado por lesões e apenas alguns resultados consistentes — dois nonos lugares nas últimas corridas —, o caminho no MotoGP tornou-se cada vez mais estreito.
Binder, que conhece de perto o talento do piloto português, sublinhou a injustiça do momento: “É realmente triste ver a situação em que ele está neste momento.”

A ligação entre os dois já vem de trás. Partilharam equipa no Moto3 e na Moto2, antes de se reencontrarem na formação oficial da KTM, já na categoria rainha da MotoGP, entre 2021 e 2022. Foi nesse período que Oliveira consolidou a sua reputação como um dos pilotos mais eficazes da RC16, conquistando cinco vitórias — incluindo as únicas da Tech3 no MotoGP, em 2020. Um feito que permanece até hoje como marco da história da KTM.
Atualmente, as perspetivas de Oliveira centram-se em duas direções: assumir um papel de piloto de testes com eventuais aparições como wild-card na Aprilia, ou então dar o salto para o Mundial de Superbikes (WorldSBK). No campeonato derivado de motos de produção, começam a surgir cenários concretos com vagas em equipas de fábrica como a BMW e a Yamaha.
O dilema é claro: permanecer ligado ao MotoGP, ainda que de forma limitada, ou abraçar um novo desafio num campeonato em crescimento. Para Binder, no entanto, não há dúvidas de que Oliveira tem lugar assegurado entre a elite do motociclismo: “Ele é demasiado rápido para não estar aqui, sem dúvida.”











