Carlos Vicens mostrou-se satisfeito com a vitória do Braga por 2-1 frente ao Friburgo, na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, mas deixou um aviso claro. O técnico destacou a crença da equipa e o apoio dos adeptos, reforçando que a eliminatória está longe de estar decidida.
Lesões condicionam gestão do plantel
A partida ficou marcada por problemas físicos em jogadores importantes. “O Ricardo Horta tem um problema muscular, vamos ver amanhã”, explicou Vicens. Já Víctor Gómez sofreu uma fratura num dedo da mão direita e foi encaminhado para o hospital após o encontro.
Vicens admitiu preocupação com o estado físico do plantel. “Já são sete lesionados. Vamos à segunda mão com os que temos”, afirmou, destacando a união do grupo e a capacidade de resposta numa fase particularmente exigente da temporada.
Mentalidade coletiva como imagem de marca
O treinador valorizou a reação da equipa perante as adversidades, sublinhando que o Braga nunca deixou de acreditar. “A equipa recompôs-se e continuou. Falha um penálti, recompõe-se e continua. Nunca deixou de crer”, frisou, após o triunfo alcançado nos instantes finais.
Vicens fez ainda questão de enaltecer a identidade coletiva. “A equipa tem uma crença muito grande, o desejo de colocar o processo acima do individual”, referiu, apontando a mentalidade como um dos principais fatores para o desempenho apresentado ao longo da época.
Os adeptos foram também parte fundamental do jogo. “Os adeptos estavam emocionados e motivados para nos ajudar. Falta a segunda parte, na Alemanha será mais difícil”, destacou o treinador espanhol, projetando desde já o segundo jogo, onde espera um adversário mais forte e um contexto ainda mais exigente para a equipa minhota.
Foco dividido entre Europa e Liga
O técnico destacou também o significado do golo tardio. “É a imagem de uma equipa que nunca desiste, que procura sempre as vitórias”, afirmou, considerando que a forma como o grupo reagiu aos contratempos demonstra a maturidade competitiva atingida.
Apesar da importância da Liga Europa, Vicens garantiu que não haverá desvio de atenção. “Claro que queremos jogar porque nos faltam pontos para o nosso objetivo. Temos de estar preparados, porque não será nada fácil”, disse, já a pensar no próximo desafio.
Tudo em aberto para a segunda mão
Vicens lembrou ainda o calendário exigente. “Vamos fazer 61 jogos e oxalá que façamos 62”, apontou, reforçando a ambição do grupo em competir até ao fim em todas as frentes da temporada.
“A nossa vantagem é mínima, não me parece decisiva. Teremos de lutar na Alemanha”, alertou, antes de concluir: “Estou contente com o trabalho dos meus jogadores, mas ainda não demos o passo final.”










