Em causa está um processo judicial a envolver o presidente da Federação Argentina
Uma investigação revelada pelo jornal La Nación está a provocar forte polémica na Argentina e a lançar uma sombra sobre a participação da actual campeã do mundo no Campeonato do Mundo de 2026. No centro do caso está Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA) e uma das figuras mais influentes do país.
O processo judicial incide sobre o património imobiliário e a evolução financeira de Tapia. De acordo com o diário argentino, o juiz federal Daniel Rafecas ordenou buscas a uma moradia associada à empresa Real Central SRL, formalmente ligada a Luciano Pantano e Ana Lucía Conde, identificados pelos investigadores como eventuais intermediários ou “testas de ferro” do dirigente máximo do futebol argentino.
Estas diligências surgem na sequência de operações anteriores que incluíram inspeções à sede da AFA e a, pelo menos, 17 clubes profissionais. As autoridades investigam possíveis conexões com a empresa financeira Sur Finanzas, actualmente sob suspeita de envolvimento em esquemas de branqueamento de capitais e evasão fiscal.
No decorrer da investigação, foi detido Pablo Toviggino, tesoureiro da AFA, que alegadamente residiria na vivenda agora alvo das buscas, reforçando a gravidade das suspeitas em torno da cúpula federativa.
A FIFA está a acompanhar o desenrolar do caso com atenção redobrada. Caso venha a ser comprovado que Claudio Tapia obteve benefícios através de enriquecimento ilícito, a selecção argentina poderá enfrentar sanções severas, incluindo a exclusão da Finalíssima e até do Campeonato do Mundo de 2026, um cenário que está a causar enorme apreensão no país.










