O Mundial de MotoGP prepara uma temporada global e estratégica com retornos marcantes, mudanças de datas e circuito novo no radar.
A temporada de MotoGP 2026 promete ser uma das mais dinâmicas dos últimos anos, com um total de 22 Grandes Prémios distribuídos entre final de fevereiro e novembro — espalhados por cinco continentes e com eventos clássicos e regressos esperados. O calendário oficial provisório foi publicado em julho de 2025, confirmando não só a introdução de novos locais, mas também o retorno do Brasil ao Mundial de MotoGP, algo que não acontecia há mais de duas décadas.
JANUARY 21 2026 – SAVE THE DATE.
— Trackhouse MotoGP (@TrackhouseMoto) January 1, 2026
2026 starts here. pic.twitter.com/hc5yVf9xBz
Ponto de partida: Tailândia abre a temporada
A época de 2026 arranca em Buriram, na Tailândia, com o GP da Tailândia agendado entre 27 de fevereiro e 1 de março — agora confirmado como ronda inaugural. Este circuito asiático tem vindo a ganhar relevância nos últimos anos, tanto pelo apoio local como pela qualidade das corridas, e mantém-se como um prato forte para iniciar o campeonato.
Brasil regressa ao calendário após 22 anos
Uma das maiores novidades da nova temporada é o retorno do MotoGP ao Brasil, com o GP do Brasil no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, marcado para 20 a 22 de março de 2026. O país sul-americano recebeu provas de MotoGP nos anos 1980 e início dos anos 2000, mas esteve ausente durante mais de duas décadas — até agora. O regresso a Goiânia é a demonstração da importância do mercado brasileiro, podendo traduzir-se também pela forte afluência de público e interesse mediático, valores que a MotoGP tem procurado intensificar nos últimos anos.
Continuação global e clássicos europeus
Depois do Brasil, o campeonato segue para Austin, Texas (EUA), com o GP das Américas, antes de regressar ao Médio Oriente, com o GP do Qatar em Lusail. A partir de abril, segue-se uma sequência intensa de provas europeias — incluindo Espanha (Jerez), França (Le Mans), Catalunha (Barcelona) e Itália (Mugello) — pontos tradicionais do calendário que continuam a atrair grande atenção dos fãs.
Meio da temporada e batalhas centrais
O Balaton Park Circuit, na Hungria, representa uma presença relativamente recente e continua a consolidar-se como etapa relevante. Seguem-se provas na República Checa (Brno), Holanda (Assen) e Alemanha (Sachsenring), mantendo uma forte presença europeia antes da pausa de verão. No regresso à ação pós férias, o campeonato visita também circuitos históricos como Silverstone (Grã-Bretanha) e MotorLand Aragón, antes de voltar ao intenso calendário de setembro com San Marino (Misano) e Áustria (Spielberg).
Fim de temporada na Ásia e Europa
O fim da época integra várias rondas fora da Europa: Japão (Motegi), Indonésia (Mandalika), Austrália (Phillip Island) e Malásia (Sepang), mostrando a dimensão verdadeiramente mundial do MotoGP. O campeonato encerra tradicionalmente na Europa com o GP de Portugal, em Portimão (Autódromo Internacional do Algarve) entre 13 e 15 de novembro, seguido pelo GP de Valência, em Espanha, entre 20 e 22 de novembro.

Mais do que um calendário: contexto e tendências
🌍 Retorno do Brasil e mercado em expansão
O regresso ao Brasil não é apenas um elemento espetacular do calendário, mas um sinal claro da expansão estratégica de MotoGP em mercados emergentes, reforçando o apelo global da modalidade.
🏁 Continuidade com tradição europeia
Circuitos históricos como Jerez, Le Mans, Assen e Mugello mantêm-se como pilares do campeonato, assegurando que a ligação com as bases tradicionais de fãs continua forte.
🛠️ Transição técnica e futuro da MotoGP
É também em 2026 que o MotoGP vive o último ano com a atual geração de motos 1000cc, antes de uma nova fase em 2027 com regulamentações diferentes e foco em sustentabilidade e eficiência.











