Eduardo Camavinga deixou a concentração da seleção francesa e já está de volta a Madrid, depois de sofrer queixas musculares que o impediram de jogar frente à Ucrânia e o afastam também do encontro com o Azerbaijão.
França não arrisca com médio do Real Madrid
O médio de 23 anos apresentou dores na zona do isquiotibial da coxa e, apesar de os exames não terem detetado lesão muscular, a federação francesa optou por não correr riscos e autorizou o regresso do jogador ao Real Madrid.
Didier Deschamps confirmou a decisão após a vitória por 4-0 diante da Ucrânia.
“Camavinga voltará na sexta-feira. Fez exames, não há lesão, mas tem queixas musculares na coxa”, explicou o selecionador gaulês, justificando a opção pela gestão física do jogador.
Treino à parte e plano específico em Clairefontaine
Camavinga apresentou-se na concentração francesa no domingo, em Paris, mas nunca chegou a integrar plenamente os trabalhos com o resto do grupo. Desde segunda-feira treinou condicionado, com corrida contínua e um plano específico definido pelo preparador físico da seleção.
Conhecido pela sua fragilidade muscular e histórico de pequenas lesões, o internacional francês foi sempre tratado com prudência pela equipa técnica. Nem Deschamps nem os adjuntos quiseram arriscar a utilização do médio do Real Madrid num contexto em que o calendário de clubes continua extremamente exigente.
Khephren Thuram chamado para o lugar de Camavinga
Perante o cenário de indisponibilidade, a federação francesa avançou já na quarta-feira para a convocatória de Khephren Thuram. O médio, que não estivera presente no último paragem de seleções em setembro, regressa assim às escolhas de Deschamps para colmatar a ausência de Camavinga.
Esta chamada foi o primeiro sinal claro de que o jogador do Real Madrid não estaria em condições de competir na dupla jornada internacional. A decisão de o libertar, confirmada após o jogo com a Ucrânia, surge em linha com essa gestão preventiva.
Real Madrid atento ao estado físico do médio
O regresso antecipado a Madrid permitirá agora ao departamento médico merengue reavaliar Camavinga e ajustar a sua carga de trabalho, numa fase em que o clube espanhol também enfrenta uma sequência apertada de jogos.
Apesar de não existir, para já, diagnóstico de lesão, o Real Madrid seguirá com atenção a evolução do médio, dada a importância de Camavinga nas opções de meio-campo e a necessidade de garantir que não há agravamento das queixas musculares.
Futuro de Camavinga na seleção continua em aberto
Didier Deschamps, cujo contrato termina no final do próximo Mundial, tem alternado a utilização de Camavinga entre o meio-campo e a lateral esquerda, mas o jogador ainda não conquistou um lugar totalmente estável nas escolhas da seleção francesa.
Convocado em outubro após ter ficado fora dos jogos de setembro, o médio volta agora a sair de cena devido a limitações físicas, num cenário que reforça a ideia de que a gestão do seu corpo será determinante para consolidar o estatuto na equipa nacional.









