Guarda-redes brasileira fala da exigência de Jorge Jesus e elogia Schmidt
A passagem de Helton Leite pelo Benfica ficou marcada por um contexto particularmente difícil, mas também por uma fase de crescimento pessoal e profissional. Em entrevista ao jornal Expresso, o antigo guarda-redes encarnado recordou os desafios vividos desde a chegada ao Benfica, em 2020, proveniente do Boavista.
Entrada atribulada em tempos de pandemia
O guarda-redes brasileiro descreveu os primeiros tempos no clube da Luz como “um caos”, explicando que a pandemia criou enormes obstáculos à adaptação da equipa. Sem estágio de pré-época e num ambiente de instabilidade, o clube procurava reagir depois de ter perdido o campeonato e a Taça de Portugal.
Apesar das dificuldades iniciais, Helton Leite acabou por retirar ensinamentos importantes da experiência vivida na Luz.
A influência exigente de Jorge Jesus
Durante a entrevista, o guardião destacou o impacto de Jorge Jesus no seu percurso, assumindo admiração pelo treinador português, mesmo reconhecendo a dureza dos métodos utilizados.
“É um especialista em testar as pessoas. (…) Desde o dia zero ele já está a testar toda a gente; testava o quanto aquela pessoa quer, o quanto aquele jogador pode adaptar-se, o quanto vai aguentar e suportar a pressão”, afirmou.
Helton Leite considerou que trabalhar com Jorge Jesus representava um desafio diário ao nível da exigência e da pressão, mas admitiu também que foi o técnico com quem mais evoluiu ao longo da carreira.
A desilusão da última época
A reta final da passagem pelo Benfica coincidiu com uma temporada dececionante, concluída sob o comando de Nélson Veríssimo. O terceiro lugar alcançado no campeonato foi visto pelo brasileiro como um resultado muito abaixo das expectativas de um clube com a dimensão das águias.
O guarda-redes classificou essa campanha como um “péssimo” desfecho e um «muito fracasso» para a realidade encarnada.
Roger Schmidt mudou o ambiente
Com a chegada de Roger Schmidt ao Benfica, Helton Leite admite que o plantel recebeu inicialmente o treinador alemão com algumas reservas.
“Na primeira semana em que ele chegou estavam todos desconfiados, vínhamos de uma época terrível”, confessou.
No entanto, o antigo guardião revelou que Schmidt rapidamente conquistou o grupo através da proximidade e da comunicação direta. Helton Leite descreveu o técnico como um líder objetivo, educado e «uma pessoa super diferenciada no trato com o atleta», admitindo ainda que foi com o alemão que mais prazer teve em jogar futebol.









