O SC Braga está a um passo de erguer o primeiro troféu da temporada 2025/2026. mas tem pela frente o seu rival minhoto.
Na antevisão à final da Taça da Liga, que se realiza este sábado em Leiria, o treinador Carlos Vicens projetou um duelo de “personalidade” frente ao rival Vitória SC, sublinhando que o passado e o histórico recente não entram em campo num dérbi minhoto.
Para o técnico espanhol, que procura o seu primeiro título como treinador principal, a chave do sucesso passará pela capacidade de sacrifício e pelo foco absoluto durante os 90 minutos.
A receita para o título: Personalidade e sofrimento
Questionado sobre o que espera encontrar no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Vicens antevê um adversário “solidário e trabalhador” que exigirá a melhor versão dos Guerreiros do Minho.
“O SC Braga que teremos amanhã será um Braga com muita personalidade, capaz de impor o seu jogo e de saber sofrer com as adversidades. Temos de ganhar o direito de conquistar a partida através do esforço e do espírito competitivo”, afirmou o técnico.
Apesar de o SC Braga estar à frente no campeonato e de possuir um palmarés mais rico na competição (três troféus contra zero dos vimaranenses), Vicens recusa qualquer vantagem psicológica ou teórica.
“É uma final, um dérbi, e tudo o que tem acontecido não serve para nada. Amanhã começa tudo 0-0. Não são as finais que o clube já ganhou que nos vão dar a vitória amanhã”, vincou, desvalorizando também o facto de o Braga ter tido menos 24 horas de recuperação do que o Vitória após a meia-final.
Gestão física e o impacto de Zalazar e Lagerbielke
Sobre o onze inicial, Carlos Vicens admitiu que as decisões finais dependerão dos relatórios médicos e dos níveis de energia dos jogadores após o exigente jogo frente ao Benfica. Sobre as figuras de Rodrigo Zalazar e Gustaf Lagerbielke, o treinador destacou a importância das interações coletivas:
“Em qualquer equipa os jogadores acabam por sobressair graças ao sustento coletivo. O Zalazar já todos conhecem, o Gustaf é mais recente, mas avaliamos sempre quem nos dá o quê em cada posição.”
O apoio dos adeptos e o “Boicote”
Mesmo perante o anunciado boicote de algumas claques, Vicens sente o “calor” da cidade e acredita numa resposta forte dos adeptos bracarenses em Leiria.
“Respeito a opinião dos adeptos. Sei que vão estar com a equipa, isso é percetível na cidade. Mesmo sem essa fação, a equipa vai ser muito apoiada desde a saída do autocarro”, concluiu, elogiando ainda o facto de a final ser disputada por dois clubes fora do eixo dos “três grandes”, o que demonstra o “elevado nível do futebol português”.