A decisão da FIFA de levantar a suspensão de Folarin Balogun, alegadamente após um contacto da Casa Branca com Gianni Infantino, continua a provocar fortes reações. Depois de o avançado ter sido autorizado a defrontar a Bélgica nos oitavos de final do Mundial 2026, multiplicam-se as críticas à transparência e à credibilidade da competição.
UEFA fala em linha vermelha
A UEFA foi uma das primeiras entidades a reagir oficialmente e considerou que a FIFA ultrapassou uma “linha vermelha”. Em comunicado, o organismo liderado por Aleksander Ceferin defendeu que a suspensão automática após um cartão vermelho não pode ser alterada de forma discricionária nem durante uma competição, alertando para o precedente criado e para os riscos que a decisão representa para a integridade do futebol.
A organização europeia acrescentou ainda que a previsibilidade na aplicação das regras é um dos pilares da modalidade e considerou que qualquer exceção desta natureza compromete a credibilidade do Campeonato do Mundo. Para a UEFA, um torneio desta dimensão pode ter consequências duradouras para todo o futebol internacional.
Blatter e imprensa europeia aumentam pressão
As críticas estenderam-se também ao antigo presidente da FIFA, Joseph Blatter, que questionou publicamente a atuação do organismo, defendendo que cartões vermelhos devem ser analisados apenas pelos órgãos competentes e nunca por influência política. O antigo dirigente deixou ainda a pergunta: “Para onde vai a FIFA??”, considerando que o futebol não pode tornar-se um instrumento do poder político.
Red cards are not overturned by political phone calls. They are overturned by rules, evidence and independent bodies. If a U.S. President intervenes with the FIFA President — and a player is suddenly cleared before a World Cup knockout match — the question is unavoidable: Quo…
— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) July 6, 2026
Também vários órgãos de comunicação social europeus criticaram duramente a decisão. O jornal belga Le Soir acusou a FIFA de colocar a imparcialidade “à venda”, enquanto o De Standaard considerou que Gianni Infantino mostrou “quem realmente é”. Já o jornalista Vicent Langendries, da RTBF, afirmou que a credibilidade da FIFA ficou seriamente afetada, numa polémica que continua a dominar o Mundial 2026.











