Iker Casillas regressou esta segunda-feira ao Porto para prestar declarações em tribunal e voltou a recordar o enfarte agudo do miocárdio que sofreu em maio de 2019, durante um treino no Olival. O antigo guarda-redes espanhol reclama agora uma indemnização de 3,7 milhões de euros por incapacidade para trabalhar.
O momento que mudou tudo
Perante a juíza, Casillas descreveu em detalhe a manhã em que tudo aconteceu. Depois de deixar os filhos na escola, seguiu para o Olival, tomou o pequeno-almoço e iniciou o treino normalmente, até sentir uma forte pressão no peito durante os exercícios no relvado.
O antigo internacional espanhol explicou que não conseguiu continuar a treinar e teve de se deitar. Pouco depois foi assistido pelo médico Nelson Puga e transportado para o hospital. “Tive medo, tinha dificuldade em respirar”, confessou durante a audiência.
Uma vida diferente após o susto
Hoje, aos 45 anos, Casillas admite que a sua rotina mudou completamente. Continua a frequentar o ginásio e a praticar padel, mas garante que já não consegue realizar esforços físicos comparáveis aos exigidos pelo futebol profissional.
O ex-guarda-redes recordou ainda que o seu objetivo era continuar a jogar quando sofreu o enfarte, numa altura em que tinha mais um ano de contrato com o Porto. Questionado sobre participações em jogos de exibição e eventos desportivos, garantiu que essas atividades estão muito longe das exigências físicas de uma carreira profissional ao mais alto nível.










