Incidente remonta ao jogo entre azuis e brancos frente ao Braga, do passado dia 2 de novembro.
Os incidentes do jogo entre FC Porto e Braga do passado dia 2 de novembro voltam a dar que falar.
No jogo em questão, após um lance na grande área bracarense que os dirigentes portistas interpretam como penálti para os da casa, a equipa de Fábio Veríssimo recolheu às cabines para o intervalo, quando encontrou um televisor a passar as imagens do lance em questão em loop, seguidos de outra jogada semelhante, num jogo também apitado por Veríssimo, mas com interpretação diferente.
Após as denúncias do juiz de tentativa de pressão presente no relatório de jogo, o FC Porto foi sancionado com uma multa de 12.750 euros.
Revelados agora o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, os azuis e brancos alegam ter colocado as imagens dos lances por lapso.
“A arguida Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD nega que as imagens em questão tenham sido difundidas na sala em questão com o intuito de condicionar o desempenho da equipa de arbitragem; se opõe à qualificação jurídica dos factos como configuradores do tipo p. e p. pelo artigo 66.º, n.º 2 [Coação] do RDLPFP, nomeadamente por as imagens televisivas exibidas, desacompanhadas de qualquer mensagem, e respeitantes a lances de partidas de futebol já decididos pelo visado, serem inócuas (em termos de violência) quanto ao seu teor, e insuscetíveis de consubstanciar uma forma de violência moral sobre o visado, não configurando uma ameaça (com mal importante) jurídico-disciplinarmente relevante.
“A Arguida refere ainda que, no jogo objeto dos autos, foi pedida a disponibilização do lance de golo anulado à equipa da Arguida na primeira parte do jogo, para análise por várias equipas internas, a disponibilizar nas salas onde estaria a equipa técnica, a equipa de análise do jogo, e a Direção desportiva. Acrescenta que, por lapso, ao selecionar os locais a injetar o conteúdo, foi inadvertidamente selecionada a sala dos árbitros”.









