O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) confirmou a sanção aplicada ao Porto, que respondeu ao assédio por Farioli, determinando a interdição, por um jogo, dos setores do Estádio do Dragão destinados aos grupos organizados de adeptos, na sequência dos incidentes ocorridos em Alvalade.
Castigo pode não ser cumprido já
Apesar da decisão, o Porto vai recorrer para o Tribunal Central Administrativo Sul, o que suspende a aplicação imediata da sanção. Desta forma, o castigo poderá não ser cumprido no jogo frente ao Santa Clara, onde será entregue o troféu de campeão.
Os incidentes remontam ao clássico frente ao Sporting, quando adeptos do setor visitante partiram dois vidros de proteção, provocando a queda de estilhaços que causaram ferimentos em 17 espectadores, obrigando à intervenção médica no local.
Responsabilidade e decisão dividida
O colégio arbitral considerou que o Porto não cumpriu de forma eficaz os deveres de prevenção e vigilância, sublinhando a responsabilidade dos clubes na promoção de uma cultura de não violência junto dos adeptos.
Além da interdição dos setores associados às claques Super Dragões e Coletivo Ultras 95, o clube foi ainda condenado ao pagamento de uma multa de 3.825 euros. A decisão contou, no entanto, com voto vencido de Tiago Rodrigues Bastos, que contestou a responsabilização do clube visitante.











