Empresário condenado a três anos de prisão com pena suspensa vê processo reaberto
César Boaventura anunciou esta quinta-feira que o Tribunal da Relação aceitou o recurso apresentado à decisão que o condenara a três anos de prisão, com pena suspensa, no processo relativo ao alegado aliciamento de jogadores do Rio Ave para favorecerem o Benfica na temporada 2015/2016.
A decisão determina que as testemunhas arroladas pela defesa sejam ouvidas e que a prova apresentada seja devidamente valorada, reabrindo assim um processo que voltou a agitar a atualidade judicial ligada ao futebol português.
Caso ligado ao Rio Ave-Benfica da época 2015/16
O Tribunal de Matosinhos tinha dado como provado que César Boaventura tentou aliciar os ex-jogadores do Rio Ave Cássio, Marcelo e Lionn para que facilitassem num jogo contra o Benfica, oferecendo em contrapartida vantagens financeiras e contratuais. O empresário acabou, no entanto, ilibado do crime de corrupção em forma tentada sobre o guarda-redes francês Romain Salin, que representava então o Marítimo.
Com a decisão da Relação, o processo será reavaliado e regressa a julgamento com novos elementos em apreciação.
Boaventura fala em “vitória clara”
Numa publicação nas redes sociais, César Boaventura mostrou-se satisfeito com o desfecho do recurso. “Fui julgado no Porto, transformaram-me em bode expiatório para atacar o Benfica. Mas ontem a Justiça deu o primeiro grito ao futebol português e ordenou a reabertura do julgamento. Em 1.ª instância calaram-me, calaram as minhas testemunhas, negaram-me o direito à defesa e tentaram enterrar-me vivo em crimes que nunca cometi”, afirmou.
O empresário sublinhou ainda que este não é o fim do processo, mas considera-o um passo importante. “Não é o fim da batalha, mas é uma vitória clara. É o sinal de que a verdade está a caminho e de que a dignidade do futebol português não pode continuar a ser manchada por acusações sem fundamento.”
“A Justiça só pode ser feita no tribunal”
Boaventura reiterou que nunca se vergou às acusações e reforçou que confia no sistema judicial. “Sou a prova viva de que a Justiça só pode ser feita no lugar certo, no tribunal, e nunca nas televisões ou nas redes sociais”, acrescentou, concluindo que pretende “defender os valores, a honra e a dignidade” que afirma sempre ter mantido.









