Drama em 2021
Muito antes de assinar pelo Newcastle por 57,7 milhões de euros e ser visto como uma das grandes esperanças para a Liga dos Campeões, Yoane Wissa viveu um episódio que quase lhe destruiu a carreira e a vida. Em 2021, quando representava o Lorient, foi vítima de um ataque com ácido à porta de casa.
Uma mulher aproximou-se pedindo um autógrafo e, quando o jogador abriu a porta, lançou-lhe ácido para o rosto. «Não conseguia respirar. Os meus olhos estavam queimados. Foi um pesadelo», recordou o internacional congolês, nascido em França.
Sequelas físicas e emocionais
Wissa foi submetido a várias cirurgias oculares e os médicos avisaram que terá de usar colírio para o resto da vida. «Demorou seis meses até recuperar a visão. Se não tivesse recebido ajuda imediata, as consequências teriam sido muito mais graves», explicou.
O trauma não ficou apenas no corpo. «Entro em pânico sempre que ouço um barulho. Já não consigo dormir sozinho. Tornei-me mais reservado e olho sempre para trás quando ando na rua», confessou. A agressora foi condenada a 18 anos de prisão, depois de também ter tentado raptar o filho do jogador.
Força no regresso
Apesar do sofrimento, Wissa conseguiu reconstruir a carreira. Pouco depois transferiu-se para o Brentford, onde marcou 49 golos em 149 jogos da Premier League. Agora, no Newcastle, prepara-se para o maior desafio da sua vida desportiva: o duelo com o Barcelona na Liga dos Campeões.







