O presidente do Benfica criticou duramente a decisão do árbitro Gustavo Correia e do VAR no lance que deu origem ao 2-1. Rui Costa rematou dizendo que “este fim de semana representa aquilo que é o futebol português” e exigiu responsabilidades à equipa.
O empate polémico do Benfica (2-2) frente ao Casa Pia, em jogo da 11.ª jornada, levou o presidente Rui Costa a tomar uma posição firme na zona mista do Estádio da Luz. O líder encarnado considerou a decisão de assinalar penálti por alegada mão na bola de António Silva como “inadmissível” e afirmou que o árbitro Gustavo Correia e o VAR atuaram “contra as leis do jogo”.
Depois de José Mourinho, também o presidente recém-eleito Rui Costa não fugiu à responsabilidade da sua equipa, mas colocou o foco na arbitragem, que disse estar a ser um reflexo do que acontece no campeonato.
“Hoje tivemos mais uma prova de como o futebol português está doente. Não fugindo às nossas responsabilidades, mas um penálti destes é não conhecer as regras do jogo. Já chega disto, este fim de semana representa o que está a ser o futebol português”, começou por dizer aos jornalistas.
Penálti Contra a Lei do Jogo: “Não É Duvidoso, É Muito Claro”
A grande contestação do presidente do Benfica reside no lance do penálti assinalado contra a sua equipa, que originou o 2-1 (autogolo de Tomás Araújo na recarga à defesa de Trubin).
Rui Costa sublinhou que a infração não tem sequer margem para dúvida:
“Um penálti contra a lei do jogo. Não fugimos às nossas responsabilidades, a equipa tem de querer muito mais, mas é inadmissível ser dado um penálti como este que reabre o jogo. Não é duvidoso, é muito claro. A lei é clara. […] A bola vai ao braço e depois vai ao peito e a lei é muito clara sobre este tipo de situações. Não é uma situação sequer duvidosa.”
O líder das Águias criticou ainda a atuação do vídeo-árbitro, que não corrigiu o erro: “O árbitro até pode avaliar mal no momento, mas o VAR não pode e já são muitos episódios“.
🛣️ “Futebol Português Doente”
Para Rui Costa, o incidente no jogo do Benfica, somado a outros episódios da jornada (como o “canto fantasma” num jogo do dia anterior, que resultou em golo), é um sinal de que o futebol português está “doente”:
“Este fim de semana representa aquilo que é o futebol português. Ontem houve um canto fantasma, de um pontapé de baliza que deu em canto e deu em golo, e hoje houve um penálti contra as leis do jogo que reabre um jogo que estava 2-0.”
Apesar das críticas à arbitragem, o presidente fez questão de frisar que os jogadores têm de melhorar: “Os jogadores têm de querer muito mais, mas não é aceitável que isto aconteça.”









