O sistema judicial espanhol está a acompanhar com atenção redobrada um dos processos mais mediáticos do futebol atual, envolvendo um colega de dois internacionais por Portugal. O que começou por ser uma noite de diversão em Valência transformou-se num pesadelo jurídico que coloca em causa a liberdade de um atleta de 28 anos, enfrentando agora uma acusação extremamente grave.
Defesa alega relações consentidas e desentendimento entre amigas
Rafa Mir apresentou a sua defesa formal contra a acusação de um crime de violação, pelo qual o Ministério Público solicita uma pena de dez anos e meio de prisão. O jogador espanhol, companheiro de equipa dos portugueses André Silva, que quer regressar à Seleção, e Martim Neto, nega categoricamente qualquer crime sexual. Segundo a sua versão, as interações com as duas jovens foram totalmente consentidas.
A estratégia da defesa sustenta que o conflito foi espoletado por um desentendimento entre as duas mulheres após um triângulo sexual. O articulado sublinha que os primeiros autos levantados pela segurança do condomínio e pela polícia local não mencionam qualquer crime contra a liberdade sexual, referindo apenas que uma das jovens estaria zangada com a amiga por esta ter acompanhado o jogador.
Jogador exige julgamento público para provar inocência
Perante a gravidade das acusações, os advogados de Rafa Mir solicitaram a absolvição total e exigiram que o julgamento decorra de forma aberta ao escrutínio público. A defesa opõe-se frontalmente ao pedido do Ministério Público para que as sessões decorram à porta fechada, argumentando que não existem motivos para restringir a transparência do processo ou para implementar medidas especiais de proteção.
«Nada justifica que o desenrolar do julgamento oral caia no hermetismo de uma celebração à porta fechada», afirmou o seu advogado, reforçando a confiança no desfecho do caso. «Já falta menos para que tudo acabe e seja provada a minha inocência», sublinhou o avançado do Elche, que pretende que a fiabilidade dos testemunhos das queixosas seja avaliada publicamente para garantir a sua presunção de inocência.










